Levando a vida do jeito que ela me levar.
Um pouco de mim.
.
.
contato: floriao@ig.com.br
Quinta-feira, Agosto 24, 2006
Aos que não pudemos avisar, comunico que houve o falecimento do meu pai, no dia 19 de agosto de 2006.
Primeira parte: Agradeço, Deus, pela vida.
Recebi a mensagem abaixo, pouco antes da passagem do meu pai para outra vida e passei a agradecer ainda mais do que eu já vinha fazendo.
Agora reli e vejo mais importância na essência do despretensioso texto abaixo, recebido pela internete de um amiga querida.
Luís Florião
Sonhei que fui ao Céu e um anjo me mostrava as diversas áreas lá existentes.
Andamos até que entramos numa sala de trabalho cheia de anjos. Meu anjo-guia parou à frente do primeiro departamento e disse:
Esta é a Seção de Recepção. Aqui, são recebidas as orações com petições a Deus.
Olhei em volta da área e vi que ela estava tremendamente ocupada com um montão de anjos, pondo em ordem pedidos escritos em volumosas folhas de papel e em bilhetes escritos por pessoas de todo o mundo.
Seguimos então adiante, por um longo corredor, até que chegamos à segunda seção. O anjo disse:
Esta é a área de Embalagem e Entrega. Aqui, as graças e bênçãos Solicitadas são processadas e entregues às pessoas vivas que as pediram.
Notei outra vez como estavam todos ocupados ali. Havia muitos anjos trabalhando intensamente nessa área, já que tantas bênçãos têm sido solicitadas. Elas estavam sendo empacotadas para entrega na Terra.
Finalmente, lá no fim do longo corredor, paramos à porta de uma área muito pequena. Só um anjo estava sentado ali, quase desocupado.
Esta é a Seção de Agradecimento - disse-me calmamente meu amigo, que pareceu embaraçado.
Como é isso? Há tão pouco trabalho acontecendo por aqui, perguntei.
É tão triste - O anjo suspirou. Depois que as pessoas recebem as bênçãos que pediram, poucos lembram de agradecer!
E como se agradece as bênçãos de Deus? Perguntei.
Simples. - O anjo respondeu. Basta dizer, Grato, Senhor.
E quais bênçãos devem ser reconhecidas? Perguntei.
Respondeu-me: Além das graças especiais, que você solicita, tem também as graças do dia a dia, por exemplo:
Se você tiver alimento em sua geladeira, roupas nas suas costas, Um teto sobre sua cabeça e um lugar para dormir, agradeça, pois você é mais rico (financeiramente) que 75% dos moradores deste mundo;
Se você tem fonte de renda, dinheiro no banco, em sua carteira ou algumas moedas sobrando em casa, agradeça, pois você está entre os 8% mais bem sucedidos (financeiramente) do Mundo!
E se tem seu próprio computador, agradeça, pois você é parte do 1% do mundo que tem essa oportunidade;
Se puder ir a uma igreja, centro, mesquita, sinagoga..., sem o temor de apanhar, de ser preso, torturado ou sem medo da morte, agradeça, pois você é mais abençoado que três bilhões de pessoas, que não pode reunir-se com outros de sua fé;
Se você pode manter sua cabeça erguida e consegue sorrir, agradeça, pois você é um raro exemplo a tantos que estão em desespero;
E, para não me estender muito, se você leu essa mensagem, agradeça, pois pelo menos dois bilhões de pessoas no mundo não sabem ler.
Bem, e agora? Que tal repensar seus conceitos e ser feliz com o muito que você tem?
Quem conhece o texto verá que fiz algumas modificações no original e por fim acrescento também um conceito que acho muito importante: Além de Deus, vale agradecer aos antepassados mais distantes que não conhecemos e também aos pais e pessoas importantes para nós, se possível, ainda nessa vida.
Luís Florião
Segunda parte: Agradeço, Deus, por meu pai.
Faço dessa, uma mensagem inter dimensões via rede, caso, no céu já possuam computador ou alguma outra forma de recebimento de texto via internete, favor pedir para Luiz Leite Florião tomar ciência da minha gratidão e reconhecimento. Ficarei eternamente grato à caridosa alma que puder ajudar.
Oi pai, primeiramente quero dizer que te amo, que te amo muito. Mesmo em outro plano, agora, vou continuar amando e lembrando com carinho tudo o que vivemos juntos. Sempre agradeci a Deus e agradeço com mais fervor agora pela benção de ter sido seu filho.
Muitos aqui na terra sabem o zeloso e maravilhoso pai que o senhor foi. Assim, quem sabe, se relembra; e para os muitos que não têm essas informações, segue um pequeno resumo.
Quero que todos saibam que o senhor aturava nossas bagunças e brigas (mesmo odiando gritos);
Que acordava de madrugada para trabalhar, mesmo aposentado por problemas de visão, para ajudar a pagar a casa e nos dar um futuro melhor financeiramente;
Que nos defendeu e até brigou por nós;
Que sempre nos dava preferência em tudo, nos oferecendo sempre, tudo que podia;
Que nos ajudou a comprar nossos primeiros carros e que ao se aposentar também do trabalho dos fretes, vendeu o carro e dividiu o dinheiro entre mim e meu irmão;
Que até hoje pagou nossos planos de saúde;
Que recebeu nossas esposas em casa como suas filhas;
Que nos ouvia, que pulava e brincava conosco, com nossos primos e amigos;
Que sempre dava um jeitinho de não ficarmos sem presente nos aniversários e natais, apesar das dificuldades financeiras;
Que sempre tivemos comida farta;
Que se apertou para nos colocar em bons colégios, cursos de inglês, explicadoras, até formar ambos os filhos;
Que nos ensinou a fazer e soltar pipas e balões e a jogar bola de gude, botão, bola, rodar pião, andar de bicicleta...
Que nos ensinou a ser solidários;
Que sempre trabalhou honestamente e foi para nós um grande exemplo;
Que nos ensinou a rezar e nos rezava ao menor sinal de problemas;
Que nos buscava e levava em cursos, para fazer esportes, e ainda torcia por nós e comemorava ou nos consolava dependendo do resultado;
Que depois dos trabalhos de casa nos levava para passear (pescarias, Quinta da Boa Vista, soltar pipa no tio Levi, brincar com Alexandre e Mônica...);
Que ia conosco comprar água mineral com gás Santa Cruz, iogurte na CCPL, mate-limão na praia, sopa no Siri;
Que quando viajávamos para Araruama, sempre parava para comermos pastéis com caldo de cana ou Mineirinho;
Que comprava para nós selos, livros, revistas, enciclopédias, álbuns de figurinhas, jogos de montar e de ciências nos incentivando a ler e a pensar;
Que comprou parte dos chaveiros necessários para que eu ganhasse uma viagem à Minas pela escola;
Que ia toda noite nos olhar e cobrir;
Que muitas noites lia para nós, livros como a coleção do Irmãos Green, que possuo até hoje.
Que nos vestia enquanto ainda estávamos dormindo, dando um pouquinho mais de tempo de sono, antes de irmos para a escola;
Que tirou o siri que grudou no meu rosto e o zíper que grudou no meu pinto;
Que nos ensinou a amarrar nossos sapatos;
Montou comigo muitos aviões e quebra-cabeças gigantes;
Que limpava e alimentava, todos os bichos que eu teimava em ¿proteger¿: além dos tradicionais cachorros, peixes, ratos, ramsters, tartarugas e canários; tivemos também codornas, patos, pintos, pombos, Juritis, Corujas, Bem-te-vis...
Que me ajudou a ter mais qualidade de vida tratando, com muita paciência a minha hiper-atividade e investindo no tratamento médico para o atraso no meu crescimento;
Que, quando tínhamos pesadelos, ficava conosco até adormecermos;
Que me ensinou a não ter medo de nada e a gostar de vencer, me deixando ganhar as nossas corridas;
Que o senhor nos ensinou a revirar a linha para não embolá-la, mas quando acontecia, desembolava, para que pudéssemos aproveitar a tarde e ter mais linha para soltar pipa no dia seguinte;
Que nos fazia almoços, lanches e as deliciosas panquecas de presunto com queijo e queijo ralado;
Que me levava na corcunda para dar voltas de Kombi até eu dormir quando eu perdia o sono;
Que entrava na nebulização comigo, quando das minhas crises de bronquite;
Que doente, no fim da vida, só se preocupava em estar dando trabalho;
(tantas outras coisas e causos que mereceria um livro inteiro)
Acredito que fui bom filho, participei e colaborei um pouco. Mas diante do balanço que fiz nesse momento, fiquei muito envergonhado. Peço-te desculpas então, pai:
Porque não ter te dado a devida prioridade e não ter feito mais balões contigo, como me ensinaste;
Porque eu, muitas vezes, ficava irritado com a bagunça que o senhor eventualmente fazia ou com sua teimosia de mesmo gripado ficar descalço, apagando da minha cabeça a paciência que o senhor sempre teve comigo;
Porque quando eu ajeitava seus travesseiros e te cobria à noite, geralmente, estava cansado demais para te olhar com todo aquele carinho com que o senhor sempre me cobriu;
Porque, apesar de sempre te elogiar como pai, poucas vezes dei o devido destaque para esse fato. Mas principalmente porque relativamente poucas vezes te disse quão grande pai o senhor foi para mim e ainda sem a merecida intensidade;
Concluo essa carta, dizendo a todos que tiveram paciência de lê-la que, na minha modestíssima opinião, pode haver pai igual, mas melhor, acho muito pouco provável e ainda aproveito para sugerir que todos aproveitem para dizer aos seus entes queridos o quanto se gostam para que ninguém fique com essa espinha entalada na garganta para o resto da sua vida terrena.
Não deixe para amanhã se você pode ser feliz hoje.
Luís Florião
P. S.: Para que não pairem dúvidas: esse texto trata especificamente do meu pai. Minha mãe participou também da instrução e da construção do que somos e temos hoje, trabalhando de dia e estudando de noite, nos dando exemplo de tenacidade, perseverança...
postado por: Luis Florião 1:20 PM
Terça-feira, Agosto 01, 2006
Enviada por Julia de Castro:
Coisa boa ninguém fica sabendo!
Sat, 18 Mar 2006 08:41:17
Coisa boa ninguém fica sabendo!
Foi publicada no Diário Oficial, em 09/01/02, a Lei de no 3.359, de 07/01/02, que menciona:
"Art.1o Fica proibida a exigência de depósito de qualquer natureza para possibilitar internamento de doentes em situação de urgência e emergência em hospitais da rede privada."
"Art 2o Comprovada a exigência do depósito, o hospital será obrigado a devolver em dobro o valor depositado ao responsável pelo internamento."
"Art 3o Ficam os hospitais da rede privada obrigados a dar possibilidade de acesso aos usuários e a afixarem em local visível a presente Lei."
"Art 4o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação."
Vale a pena repassar para que todo mundo saiba dessa nova Lei. A gente nunca sabe quando vai precisar.
postado por: Luis Florião 3:38 PM