Levando a vida do jeito que ela me levar.
Um pouco de mim.
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Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006
De Rodrigo Bueno:
Uma senhora idosa parada ao lado da rua, está confusa e hesitante com a tentativa de fazer a travessia diante de um tráfego intenso.
Temerosa, ela não conseguia sair do lugar. Finalmente apareceu um cavalheiro que, tocando-a, perguntou se poderia atravessar a rua com ela.
Alegre e muito agradecida, a senhora tomou seu braço e juntos partiram em direção ao lado oposto.
Foi então que ela começou a ficar mais apavorada ao ver que o cavalheiro ziguezagueava pelo meio da rua enquanto buzinas soavam e freios eram acionados com motoristas dizendo palavras ofensivas.
Quando finalmente chegaram ao outro lado, ela, furiosa, lhe disse:
"Você quase nos matou. Você caminha como se fosse cego!"
"Mas eu sou. Foi por isso que lhe perguntei se poderia atravessar junto com a senhora."
Isto nos faz pensar... quantas vezes somos mal entendidos!
"Comunicação não é o que a gente fala, mas sim, o que o outro entende".
postado por: Luis Florião 1:32 PM
De: Pedro Paulo Cava
APRENDENDO A SAIR DE CENA
Uma das coisas que aprendi com pessoas de grande sabedoria é saber sair de cena, deixar o palco, sair da roda, mudar de assunto. Saber o momento exato de fazer com que os refletores fiquem sobre os outros e não sobre você.
Em alguns momentos, fingir de morto...
No mundo competitivo em que vivemos a nossa presença "marcante" pode marcar demais.
A nossa idéia "brilhante" pode brilhar demais.
A forma "inovadora" de pensar pode inovar demais.
E nem sempre as pessoas estão dispostas a deixar você brilhar
impunemente.
Quando você percebe isso, é hora de sair de cena.
Nem que seja por um tempo.
É preciso fazer os outros pensarem que você desistiu.
É preciso dar a chance das pessoas acharem que você não quer mais estar no palco.
Mas saber sair de cena é uma arte tão importante quanto saber entrar em cena.
Todo artista sabe disso.
Assim, é preciso sair de cena com classe.
É preciso sair de cena com a discrição de um lorde inglês.
Quando as pessoas sentem-se ameaçadas por você e começam a ter respostas agressivas, desproporcionais, quando começam a puxar o tapete sob seus pés, talvez seja a hora de sair de cena.
Quando você, sem ter desejado ou planejado, começa a aparecer muito na sua área de atuação ou no seu setor de trabalho, talvez seja a hora de sair de cena por um tempo.
Pior é quando você é uma pessoa de brilho próprio.
Então você tem que estar psicologicamente preparado para o combate porque este não vai ter fronteiras e nem tréguas.
Saber sair de cena é também saber mudar de assunto. Quando as pessoas vêm lhe perguntar e comentar sobre o seu sucesso, sobre seus bens materiais, seu possível enriquecimento, etc...querendo fazer você falar sobre você - é hora de mudar de assunto.
Deixe que o imaginário delas resolva suas próprias dúvidas.
Frequentemente o sucesso em uma atividade é confundido com sucesso financeiro.
No mundo das artes sabemos que quase nunca é assim.
Os sábios sabem que você nada ganhará falando de você mesmo para os outros.
Nem bem, nem mal.
Mude de assunto. Saia de cena.
Quando o embate se dá com os que se julgam poderosos e você sabe que todo poder é efêmero e ainda conhece a arrogância, a velhacaria e a mesquinharia desses poderosos para manterem seu poder a qualquer preço, pense bem antes de entrar no combate - é hora de deixá-los pensar que triunfaram e, discretamente, sair de cena.
Mas se entrar no combate,
tenha armas maiores e melhores,
lembre-se que os poderosos não têm ética, apenas apêgo ao poder e aprenda a revidar com a mesma virulência e truculência com que te atacam.
Não lhes dê descanso, mas esteja certo de que também ficará estafado.
Se preferir, deixe a briga de cachorro grande para grandes cães.
Eles mesmo se destruirão, é só uma questão de tempo.
Saiba sair de cena.
Você terá outras oportunidades.Você ganhará outras batalhas com menos estresse, com menores esforços. É preciso fazer um grande esforço de sabedoria para saber quando sair de cena.
É preciso ter uma grande capacidade artística e uma generosidade muito grande para saber como e quando sair de cena.
Será que temos tido a sabedoria e a arte de sair de cena, deixar o palco, mudar de assunto na hora certa, no momento exato?
Se não temos é preciso aprender a recuar, mudar de tática e depois, em outras cenas brilhar novamente.
Porque assim é a vida, um moto contínuo.
postado por: Luis Florião 1:28 PM
Imperdível! Oferta arrasadora no Br Danças - Congresso Internacional de Danças Brasileiras II. Você assiste a palestras; participa de bailes com gente bonita vinda dos quatro cantos do mundo; assiste a diversas apresentações e faz aulas, muitas aulas... Se você já está satisfeito com a programação, então espere para ver essa oferta: você participa de tudo isso por apenas 2 parcelas de R$ 160,00 (13 de mar / 13 de abril) ou R$ 300,00 à vista. Mas atenção: essa moleza só vale até o dia 13 de março. Veja tudo: www.dancecom.com.br/brdancas
Veja abaixo os professores já confirmados:
Alex de Carvalho
Alex Gomes
Alexandre Santos
Bruno Barros
Cláudio de Oliveira
Cláudio Gomes
Elaine Pereira
Érico Rodrigo
Fernando Campani
Israel Szerman
Jaime Arôxa
Jimmy de Oliveira
Luís Florião
Marcelo Ferreira
Marcelo Leal
Marcelo Martins
Mariana Melo
Patica Borges
Rachel Mesquita
Solange Gueiros
Tracy Freitas
Uyrá Mangueira
Valdeci de Souza
postado por: Luis Florião 1:24 PM
Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006
Venha curtir o feriadão dançando no Rio !!!!
De 21 a 23 de abril de 2006, venha para o Rio de Janeiro participar do Br Danças - Congresso Internacional de Danças Brasileiras II que acontece no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, com apoio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Secretaria das Culturas.
Lambada, samba, samba no pé e forró são as grandes estrelas deste encontro que é voltado para alunos e professores, promovendo o intercâmbio e troca de experiências.
São 45 horas de aulas práticas divididas em três níveis (iniciante, intermediário e avançado), além dos bailes, Mostra Coreográfica e palestras. Entre os professores e palestrantes estão nomes como Jaime Arôxa, Jimmy de Oliveira e Rachel Mesquita.
Tudo isso na cidade maravilhosa, no Centro Coreográfico que é o maior do gênero na América Latina, dando a você a oportunidade de curtir o melhor feriadão de todos os tempos: no Rio, com suas praias e muita, muita dança.
Visite nossa página: www.dancecom.com.br/brdancas, veja a programação e corra: as vagas são limitadas e as inscrições até 13 de fevereiro ganham um super desconto.
Realização: Alma da Dança Empreendimentos Artísticos ltda.
Mais informações: brdancas@dancecom.com.br
postado por: Luis Florião 8:03 PM
reedição do texto sobre o forró
DOIS DEDOS DE PROSA SOBRE O FORRÓ
Forró _ A Música
Para definir as bases do forró temos que falar um pouco do baião. A palavra baião que pode significar baiano, bailão ou bailar, designava, originalmente, uma introdução, um "aquecimento" que dois ou mais cantores faziam para esperar a inspiração e só então começar a cantar para valer, revezando_se em repentes e músicas regionais para animar as festas e encontros.
O grande Luiz Gonzaga foi o responsável por fazer do baião um gênero musical, ao desenvolver aquela introdução, criando, gravando e difundindo o baião, já como música inteira, não mais limitada ao som da viola do cantador, mas com letra, arranjo e toda orquestração sertaneja.
Foi também Luiz Gonzaga quem desenvolveu o estilo musical que hoje conhecemos como forró quando deu molho, balanço e tornou o ritmo do baião _ que é mais quadrado _ mais picado e acelerado.
Forró _ A Festa
Se você for convidado para ir a um forró, vá! Todo mundo sabe que ir ao forró é ir a um local onde acontece um baile com música, dança e muita alegria. Mas por que forró?
"Foi o maior forrobodó" _ significava ter sido a maior bagunça, desordem...
Alguns historiadores afirmam que a palavra forró veio de forrobodó, demonstram ainda que a palavra forrobodó era usada antes do final do século XVIII (*1) como designação de baile ou festa com danças e cantorias.
Importantes etimólogos acrescentam que a palavra forró veio do francês faux_bourdon e que depois de algumas corruptelas resultou em forbodó, termo usado na Galícia e em Portugal para designar um tipo de baile sem graça, assim, para estes a palavra teria origem pejorativa, como também acontece com "gafieira" que designava um local onde se cometem gafes.
Geraldo Azevedo difundiu, na sua música "For All Para Todos", que a denominação forró surgiu quando da inauguração da primeira estrada de ferro brasileira, por ter a Great Western promovido uma festa com livre acesso a todos _ em inglês "for all" _ e que o povo acabou mudando a pronúncia.
No filme brasileiro "For All" a versão acima foi contestada, já que o termo teria surgido no tempo da Segunda Guerra Mundial, quando uma base militar americana instalada no Brasil promovia as festas "for all".
Importantes historiadores afirmam que estas duas versões são histórias interessantes, porém pura fantasia. Dizem que se esse fosse o caso as pessoas tenderiam a falar foral, ou até foró, mas não forró que tem pronúncia mais elaborada.
Independente de quem está com a razão, é certo que pelos forrós do Brasil dançou_se muita mazurca, polca, xote, xaxado e coco e mais modernamente o baião e o forró encontraram também seu apogeu nesses democráticos espaços.
Forró _ A Dança
De um grande leque de danças chamadas forró, como o estilizado, o de Itaúnas e o universitário e/ou dançadas ao som de músicas chamadas forró como o miudinho, o xote bragantino e o rastapé, ressalto o forró tradicional que conheci sendo dançado no nordeste e que posteriormente observei também em
algumas escolas de dança de salão no sudeste e centro_oeste. O tradicional é sensual e alegre, caracteriza_se por movimentos muito marcados, fortes, bem definidos que lembram, em alguns momentos, danças indígenas. Foi influenciado por diversos folguedos e danças populares, tais como o xaxado, o xote, o frevo e o baião, sendo que, interessantemente sua base principal (o pisa o milho) é muito semelhante ao carimbó.
Recentemente jovens passaram a dançar ao som do forró "pé de serra" (que geralmente é tocado com zabumba, triângulo e sanfona) o forró universitário: uma mistura de estilos que muito tem a ver com a salsa e o "soltinho".
Por outro lado, com o surgimento do forrock _ forró executado com aparelhagem de som eletrônica e sintetizador, em cidades como Fortaleza e Recife passou_se a dançar o que seria o "forró estilizado" e que é muito mais próximo da lambada moderna. Esses dois últimos fenômenos têm sua importância na medida que atraíram os jovens para os salões e fizeram uma nova difusão do forró.
Por todo Brasil encontramos danças praticadas ao som do forró ou influenciadas pela dança do forró. Algumas tornam_se tão diferentes da original que acabam ganhando outro nome ou terminação.
Espera_se que a renovação, o desenvolvimento e a evolução de qualquer manifestação artística respeite suas bases e raízes. Só assim se mantém a tradição e a cultura de um povo. A dança, por ser uma arte de movimento exige especial atenção na sua preservação. O problema não está na continuação e nas mudanças, mas na ruptura, no aprendizado errado das características de cada modalidade. Isso sim pode e costuma causar distorções maléficas.
Luís Florião
*1 _ registrado no dicionário de Cândido Figueiredo, de 1899, que a define como "baile reles". A forma reduzida 'forró' aparece menos de vinte anos depois, em 1913, como sinônimo de forrobodó.
Bibliografia:
A origem curiosa das palavras _ Márcio Bueno;
O Forró _ Gilberto Gil;
Revista Época _ Edição 207;
Novo Dicionário da Língua Portuguesa _ Aurélio Buarque de Holanda;
A festa que virou gênero musical _ Tárik de Souza;
A História do forró _ Revista Forró Mania;
Entrevistas e pesquisas de campo também ajudaram a construir esse trabalho.
Interessantes fontes que devem ser consultadas por aqueles que queiram saber mais, sendo que também serviram para a elaboração deste trabalho: Dicionário do Folclore Brasileiro de Câmara Cascudo e os trabalhos dos pesquisadores Eleuda de Carvalho e Alberto Ikeda.
postado por: Luis Florião 8:02 PM