Luís Florião

Levando a vida do jeito que ela me levar. Um pouco de mim. . . contato: floriao@ig.com.br



Terça-feira, Julho 20, 2004

LAMBADA NÃO É ZOUK

A Música do Caribe
O mais correto seria chamar a região de "Os Caribes", considerando que as ilhas foram dominadas por diversos povos europeus, o espanhol, o francês, o inglês e o holandês, dando características muito diferentes a cada uma delas. Na música, isso representou uma enorme diversidade, entretanto quase todos os países utilizam os instrumentos de cordas que vieram da Europa e a percussão africana (basicamente do povo Yorubá).
Muitos acreditam que a lambada - música e dança - sejam produtos culturais do Caribe, também há aqueles que acreditam que lambada e zouk sejam nomes diferentes para o mesmo ritmo e dança, mas nada disso é verdadeiro. Para entender como surgiu a lambada e desfazer essa confusão é preciso saber um pouco mais, separando danças e músicas nesse caldeirão de ritmos.

A Música Zouk
A música caribenha, que é também ingrediente de diversos ritmos brasileiros, sempre teve grande influência no Norte do Brasil.
O zouk é uma dessas músicas. Forte onde ocorreu colonização francesa como a Martinica e Guadalupe, ele é cantado, normalmente, em creòle, uma mistura do francês com línguas africanas.
Estudiosos acreditam que a sua base rítmica pode ser oriunda da cultura árabe. Esta mesma base é encontrada em vários países como Espanha e Portugal, no mundo árabe, no continente africano e em praticamente toda a América.
Uma das versões sobre o surgimento da música zouk afirma que ela foi criada para divulgar a Martinica e ter, a exemplo de Cuba, influência cultural na América Latina. O resultado foi apenas parcial: conseguiram que o ritmo se espalhasse pelo mundo, mas como foi a partir da França, em muitos lugares, inclusive no Brasil, muitos acreditam que a música e a dança sejam francesas. Tanto é que por muito tempo, quando era moda dançar lambada, os zouks eram chamados de lambada francesa.

A Dança Zouk
O zouk - que significa festa - é uma dança praticada no Caribe, principalmente nas ilhas de Guadalupe e Martinica.
A exemplo do merengue, é dançado trocando o peso basicamente nas cabeças dos tempos musicais (o que muitos professores de dança chamam simplesmente de tempo) e sua coreografia é bastante simples e pouco elaborada.

A Música Lambada
Surgida no Pará, a música lambada tem base no carimbó e na guitarrada, influenciada por vários ritmos como a cúmbia, o merengue e o zouk.
Diversos relatos de paraenses contam que uma emissora local chamava de ¿Lambadas¿ as músicas mais vibrantes. O uso transformou o adjetivo em nome próprio, batizando o ritmo cuja paternidade é creditada ao músico Pinduca.
O novo nome e a mistura do carimbó com a música metálica e eletrônica do Caribe caiu no gosto popular, conquistou o público e se estendeu, numa primeira fase, até o Nordeste.
O grande sucesso, no entanto, só aconteceu após a entrada de empresários franceses no negócio. Com uma gigantesca estrutura de marketing e bons músicos, o grupo Kaoma lançou com êxito a lambada na Europa e outros continentes. Adaptada ao ritmo, a música boliviana "Chorando se Foi" tornou-se o carro chefe da novidade pelo mundo.
É uma história recorrente, onde apenas mudam os personagens: a valorização do produto nacional se dá tão somente após a vitória no exterior.
Seguiu-se um período intenso de composições e gravações de lambadas tanto no mercado interno quanto externo. Os franceses, por exemplo, compraram de uma só vez os direitos autorais de centenas de músicas. Dezenas de grupos e diversos cantores pegaram carona no sucesso do ritmo, incrementando suas carreiras, como foi o caso de Sidney Magal, Sandy e Jr, Fafá de Belém e o grupo Balão Mágico.
Depois dessa fase de superexposição, como acontece com quase todas as boas novas de ontem, deu-se um natural desgaste com a conseqüente queda nas vendas até cessar a produção.

A Dança Carimbó
Antes de entrar na dança lambada devemos falar um pouco de uma de suas raízes: O carimbó.
Dança indígena, pertencente ao folclore amazônico vem sendo dançado por lá há séculos. Ascendente direto da lambada é, na forma tradicional, acompanhado por tambores de tronco de árvores afinados a fogo. Atualmente o Carimbó tem como característica ser mais solto e sensual, com muitos giros e movimentos onde a mulher tenta cobrir o homem com a saia.

A Dança Lambada
A lambada dança teve sua origem a partir de uma mudança do carimbó que passou a ser dançado por duplas abraçadas ao invés de duplas soltas. Assim como o forró, a lambada tem na polca sua referência principal para o passo básico, somando-se o balão apagado, o pião e outras figuras do maxixe.
Usa, normalmente, as cabeças dos tempos e o meio do tempo par, se começarmos a dançar no "um", para as trocas de peso (pisa-se no "um", no "dois" e no "e" - que é chamado comumente de contratempo).
A lambada chega a Porto Seguro, e ali se desenvolve. Boas referências foram a Lambada Boca da Barra, em Porto, e o Jatobar em Arraial D´Ajuda, onde desde o início também zouks (lambadas francesas) serviram para embalar os lambadeiros.
Tudo isso acontece na época do apogeu do carnaval baiano, que ditava uma moda atrás da outra, e numa delas, apresentou a lambada ao Brasil.
Essa segunda fase da dança durou apenas uma temporada e foi um pouco mais abrangente que a primeira, que só havia chegado até o nordeste.
Até esse ponto a lambada tinha como principal característica os casais abraçados. Era uma exigência tão forte que, quando da realização de alguns concursos, aqueles que se separassem eram desclassificados.
No exterior e aqui, a lambada torna-se um grande sucesso e em pouco tempo estava presente em filmes e praticamente todos os programas de auditório aparecendo até em novelas. É a hora dos grandes concursos e shows. A necessidade do espetáculo faz com que os dançarinos criem coreografias cada vez mais ousadas, com giros e acrobacias.
Depois de algum tempo, a música lambada entra em crise e pára de ser gravada. Os Djs das boates aproveitam então para simular o enterro do estilo musical.
A dança perde destaque, mas sobrevive, pois já haviam sido feitas nas lambaterias muitas experiências com variados estilos de música que tivessem a batida (base de marcação) que permitisse dançar lambada, só para citar um exemplo, a banda de rumba flamenca Gipsy Kings teve vendagem significativa por aqui por conta da dança, então as músicas francesas, espanholas, árabes, americanas, africanas, caribenhas etc. viraram a "salvação" e solução para a continuidade do estilo de dança. De todas, o zouk foi o ritmo que melhor se encaixou na nossa dança tornando-se a principal música para dançar lambada.
Esta passa a ser dançada com um andamento mais lento, com mais tempo e pausas que praticamente não existiam na música lambada, permitindo explorar ao máximo a sensualidade, plasticidade e beleza da nossa criação. Os movimentos ficaram mais suaves e continuam fluindo, modificando-se à medida que ela incorpora e troca com outras modalidades. Contribuem ainda as diversas pesquisas, até fora da dança de salão, como por exemplo, as de contato e improvisação.
Hoje a relação com o parceiro volta a ganhar valor, as acrobacias ficam praticamente exclusivas para os palcos e os locais para dançar reabrem em diversos estados.
Mesmo não tendo, por parte de alguns, o devido reconhecimento, a lambada mostrou-se um grande incremento profissional.
Encontramos lambaterias e professores de lambada em diversos pontos do planeta e ainda que a chamem de zouk, muitos viveram e vivem dela até hoje.
De toda essa história ficaram ótimos frutos, por exemplo: uma boa parte dos talentos da dança de salão de hoje surgiram a partir da lambada; a apresentação da dança a dois aos jovens; a visibilidade internacional conquistada - a lambada é a nossa dança de par mais conhecida no exterior (mais até que o samba) e principalmente o resgate do direito de dançar abraçado, perdido a décadas.


Luís Florião - pesquisador, professor e idealizador do Movimento Lambada Brasil




postado por: Luis Florião 12:34 PM


Segunda-feira, Julho 19, 2004

Toque de magia



Trabalhando com a essência da lambada e suas marcações. Toque de magia é uma coreografia diferente que utiliza o corpo para as conduções, ressaltando o gesto e o visual, aproveitando a plasticidade dessa modalidade. Uma forma nova e interessante de ver uma das mais queridas danças brasileiras.

Apaixonado, nosso herói, burla todas as regras do curso de feiticeiros, e traz a alma de sua amada para o corpo de uma boneca .

Tudo parece bem, mas o essencial não foi resolvido com a magia . Sabendo que sua alma não pode ser tocada a boneca entrega-se a um caprichoso jogo de sedução.

A identificação do público é imediata, pois fala da paixão, do medo de amar plenamente, assombrados que somos pelo sofrimento que pode advir dessa entrega.



Coreógrafo: Luís Florião

Dançarinos: Luís Florião e Adriana D´Acri

postado por: Luis Florião 11:12 AM


Quinta-feira, Julho 15, 2004



ANDANÇAS ¿ Perto da Instalação

Panorama
Embora seja desejo de grande parte dos dançarinos que a Dança de Salão se profissionalize mais, com melhores condições de trabalho, mais eventos de qualidade e ações de divulgação, acesso mais fácil ao aprimoramento profissional, maior reconhecimento etc., a classe ainda não havia reunido as condições para criar um órgão que pudesse lutar por seus interesses.
Até que a Andanças ¿ Associação Nacional de Dança de Salão ¿ germinou em 2001 na 1a Semana da Dança da Mimulus em Belo Horizonte. Muitos se mostraram interessados, mas a primeira ação efetiva só veio a acontecer em fevereiro de 2003, novamente na Semana da Dança, quando Baby Mesquita, diretora da Mimulus, aponta para a urgência e a grande necessidade da classe, propondo a instalação imediata de uma associação nacional. Apesar da real necessidade de organização ficou decido que antes de efetivá-la seria preciso divulgar o máximo possível ¿ dando espaço a todos os interessados para participar de sua elaboração. Foi redigida a carta de Minas, documentando a determinação de criar-se a desejada associação no prazo de seis meses ou no máximo um ano a partir daquela data.
Desde então iniciou-se a divulgação. Além de Luís Florião, participaram outros mobilizadores como João Carlos Corrêa (DF), Rodinei Barbora (GO), Sandro Tomás (RN) e Cristiano Cepa (SP), foram obtidas perto de quinhentas assinaturas de apoio ao ideal associativo, vindas de 18 estados. Os veículos específicos mais participativos como o Jornal Dance (SP), a Revista da Dança ¿ Infok (RJ) e a Agenda da Dança de Salão noticiaram. Foram disponibilizadas as malas eletrônicas da Agenda e do Jornal Dança, Arte & Ação e houve ainda diversos profissionais que se comprometeram em replicar a notícia, através de seus próprios cadastros. Foram distribuídos 20.000 panfletos em bailes, escolas de dança e eventos como o II Baila Floripa, duas edições da Semana da Dança Mimulus, duas edições do curso para professores do Centro de Dança Jaime Arôxa, duas edições do Salão Rio Dança, alcançando profissionais de todo Brasil.
O sítio (www.dancecom.com.br/cbds) e uma lista foram criados para difundir a informação e servir como pólo de discussão nacional. Foi redigido um novo estatuto, contendo as sugestões recebidas, que foi escolhido em plebiscito. Da mesma forma foi apontado o nome Andanças como a sigla da Associação, que ganhou um conselho consultivo formado por personalidades de importância e representatividade no trabalho pela dança de salão, são elas: Baby Mesquita, Carlinhos de Jesus, Jaime Arôxa, Luís Florião, Marco Antonio Perna, Milton Saldanha, Rachel Mesquita e Rita Jordão.
O Brasil a Dois - evento de abrangência nacional deu apoio à Andanças e mostrou a força do trabalho unido, com escolas participantes em 13 estados. Através desse projeto foi possível divulgar a associação em jornais específicos, num programa da TVE nacional com Carlinhos de Jesus, noutro da TV Minas, em uma emissora de TV de Goiás e outras mídias.
Em resultado, grande número de pessoas já se declaram interessadas em ser sócios fundadores e delegados em seus estados.

Os novos Rumos
A Conselheira Baby Mesquita sugeriu que o prazo para que chapas nacionais se formassem fosse alargado, idéia que o conselho consultivo acolheu por consenso. Os candidatos à diretoria provisória, apoiaram e decidiram não oficializar candidatura, entendendo que o fato de serem chapa única poderia ser prejudicial ao processo democrático. Ficou definido, então, que haverá nova fase de trabalhos antes das primeiras eleições.
Agora os mobilizadores devem incentivar a formação de chapas, agregação de associados e a realização de grupos de trabalho. O objetivo é ampliar ainda mais a divulgação e traçar estratégias de atuação.
A responsável pela organização dos grupos de trabalho é a conselheira Rita Jordão e todos podem e devem participar. Serão eleitores todos os associados. Os interessados deverão montar chapas, candidatar-se e conquistar o posto.

Momento Único
¿Estamos chegando num ponto onde mesmo os que tinham medo, alienação ou outro motivo qualquer para ignorar a associação, começam a abandonar sua letargia. As pessoas param de esperar em casa pelas informações.
Os aliados deverão aparecer em maior número e mais atuantes. É claro que junto a isso, haverá também ataques. Devemos estar preparados para tentativas de desmerecer nosso trabalho, de enfraquecer a dança ou de nos indispor uns com os outros: maledicências e reações extremadas são comuns quando se vislumbram mudanças desse porte.
Peço que informem-se e mantenham-se participativos. É grande a responsabilidade com o futuro da nossa carreira: não deixemos em segundo plano o direito e o dever de fazer a nossa arte crescer e ser valorizada como profissão.
O momento é único, uma conjuntura astral improvável, mas real. A partir do que fizermos ou deixarmos de fazer agora, definiremos que destino queremos para nós.¿

Luís Florião ¿ Professor de dança de salão
Mobilizador CBDS

postado por: Luis Florião 2:00 PM


GUIA RÁPIDO SOBRE A ANDANÇAS

O que é a Andanças?
R. É a sigla da Associação Nacional de Dança de Salão, que visa unir os praticantes da dança de salão de todo país, profissionais ou não.
Para que serve?
R. A associação serve para divulgar a dança de salão, promover o intercâmbio e o aprimoramento profissional, realizar grandes eventos com os objetivos anteriormente citados, criar um código de ética e disseminá-lo, lutar de maneira organizada pelos interesses gerais da classe de dança de salão, fortalecer o mercado, preservar as características culturais e artísticas da dança de salão, com respeito à suas diferentes formas e manifestações.
Para ser associado tem que pagar?
R. Sim, será instituída uma anuidade a ser paga pelos associados. A expectativa é que seja um valor razoável para que de forma alguma a questão financeira seja impeditiva da participação de interessados.
O que eu ganho me filiando à Andanças?
R. A Andanças lutará pelo progresso da dança de salão como um todo, promovendo parcerias e ações que beneficiem seus associados, seja através de descontos em serviços, orientação geral, acesso às pesquisas realizadas, ou na promoção de projetos do interesse da classe. A principal vantagem de se associar, no entanto, reside no fato de ser possível participar das decisões do órgão através do voto, fazer parte dos grupos de trabalho e poder candidatar-se à diretoria, desta forma, o associado, pode participar mais efetivamente da construção de um futuro melhor para sua arte. É importante lembrar que hoje não existe nenhum órgão que defenda os interesses e fortaleça especificamente a categoria, que não tem qualquer representatividade, sendo assim, relegada a segundo plano em eventos, políticas culturais, etc.
Qual o risco de, sendo sócio, ser responsável por dívidas da Associação?
R. Nenhum. O registro legal da Andanças está sendo feito com a devida adequação ao novo código civil. Atendendo ao texto do capítulo I, artigo 46, inciso V que dispõe ser possível determinar em estatuto se os sócios devem ou não responder subsidiariamente pelas obrigações sociais. O estatuto inclui cláusula que especifica que os sócios não respondem subsidiariamente pelas obrigações sociais da Associação, em outras palavras, os sócios não são responsáveis pelas dívidas assumidas pela Andanças.
A Associação vai criar padronização de estilo e método de ensino além de definir quem pode dar aulas?
R. Não, uma padronização não respeita os objetivos próprios da associação que pretende preservar e respeitar a dança de salão em suas manifestações e diversidade. A Andanças dará condições de intercâmbio, mas cada um poderá seguir o estilo com que mais se identificar. A Andanças não se propõe em estatuto a ser órgão fiscalizador, mas sim, facilitador do progresso, buscando dar maior acesso à formação profissional completa e de qualidade aos associados interessados.
Como obter mais informações sobre a Andanças?
R. Acessando a página da internet (www.dancecom.com.br/cbds), no endereço eletrônico (almad@dancecom.com.br), pelos telefones (21) 2565 7330, 2284 0011 ou ainda através de correspondência para a Rua Carmela Dutra, 82 ¿ Tijuca ¿ Rio de Janeiro ¿ 20520-080.
Qual a situação atual da Associação?
Atualmente a Andanças está em fase final de registro civil, o que permitirá a formalização de associados. O estatuto foi escolhido através de plebiscito e encontra-se disponível na página (www.dancecom.com.br/cbds), que também definiu o conselho consultivo que é formado por personalidades de representatividade na dança de salão e que tem importante trabalho desenvolvido pelo progresso da mesma em diferentes áreas de atuação. Os conselheiros são: Baby Mesquita, Carlinhos de Jesus, Jaime Arôxa, Luís Florião, Marco Antônio Perna, Milton Saldanha, Rachel Mesquita e Rita Jordão. Neste momento estão sendo montados grupos de trabalho que objetivam traçar as estratégias de ação da Associação, de acordo com as necessidades e interesses da classe. Todos os interessados podem participar desses grupos, que tem a conselheira Rita Jordão como responsável. Os interessados devem também montar suas chapas e plataformas de ação, pois a eleição para a diretoria deverá ser realizada no início de 2005.
Quem pode se candidatar à diretoria?
Qualquer associado, em dia com suas obrigações.
E quem só agora ficou sabendo da Andanças e quer participar?
A idéia de formar uma associação é antigo desejo da classe. A partir do ano passado quando profissionais discutiram a efetivação do projeto, iniciou-se uma intensa campanha, através da internet, dos principais jornais especializados e também da divulgação em diversos eventos. Todos os procedimentos e etapas foram disponibilizados ao público em geral e decididos em votação. Por ser uma iniciativa sem fonte de recursos, sendo o custo absorvido pelos profissionais que a realizaram sabia-se que corria o risco de não atingir todos os profissionais da categoria e isso reforçou a já existente preocupação em estipular cláusulas no estatuto que sempre privilegiassem o tratamento amplo e democrático de todas as diretrizes da Andanças, permitindo assim que a medida em que mais pessoas tomem ciência do projeto e venham a associar-se, sempre seja respeitada a vontade da maioria.
Se eu discordar de algum dos itens do estatuto, é possível mudá-lo?
Após a eleição da diretoria haverá plenárias para redação do regimento interno e outras decisões. Nesta ocasião poderão ser sugeridas e aprovadas modificações no estatuto da Andanças.

postado por: Luis Florião 1:58 PM


MOVIMENTO LAMBADA BRASIL


Fomentar a dança Lambada, uma manifestação da cultura popular brasileira de extrema beleza e plasticidade, buscando que a sociedade reconheça o valor desta riqueza cultural viva da arte contemporânea.
Se pretende um movimento mundial trabalhando para o resgate da popularidade da dança Lambada, levando-a da forma atual à sociedade, derrubando estereótipos através do contato desta arte com o público.

Objetivos principais:

Preservar e difundir a dança lambada aumentando a visibilidade dentro e fora do País, promover e unir instrutores dessa dança, escolas, grupos, academias, núcleos e demais profissionais;

Empenhar-se na melhoria da qualidade, aprimoramento e lucratividade dos profissionais dessa modalidade da dança de salão Brasileira, por intermédio de ações educativas e informativas;

Preservar o patrimônio sócio-cultural e artístico da dança lambada;

Apoiar na implementação de projetos de difusão dessa dança e na realização de eventos, tais como encontros, mostras, seminários, festivais;

Zelar pelo prestígio e incentivar a ética na área;

Fortalecer a classe diante da sociedade e órgãos públicos, bem como cooperar com as demais associações e órgãos de classe, entidades congêneres, nacionais e/ou internacionais desde que tenham as mesmas diretrizes;

Promover o intercâmbio com instituições de ensino e pesquisa, nacionais e/ou internacionais que possam de alguma forma, colaborar com o desenvolvimento da nossa área;

postado por: Luis Florião 1:53 PM


BENEFÍCIOS DA DANÇA DE SALÃO NA SAÚDE
Os principais efeitos benéficos da dança de salão descritos na literatura são:

1. Efeitos antropométricos e neuromusculares:
a. DIMINUIÇÃO DA GORDURA CORPORAL
b. INCREMENTO DA MASSA MUSCULAR
c. INCREMENTO DA FORÇA MUSCULAR
d. INCREMENTO DA DENSIDADE ÓSSEA
e. OTIMIZAÇÃO DA ATIVIDADE CEREBRAL - fortalecimento do tecido conetivo
f. INCREMENTO DA FLEXIBILIDADE

2. Efeitos metabólicos:
a. aumento do volume sistólico
b. diminuição da freqüência cardíaca em repouso e no trabalho submáximo
c. AUMENTO DA POTÊNCIA AERÓBICA (VO2 máx.) 10-30%
d. AUMENTO DA VENTILAÇÃO PULMONAR
e. DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL
f. melhora do perfil lipídico
g. MELHORA A SENSIBILIDADE A INSULINA

Efeitos psicológicos:
a. MELHORA DA AUTO-CONCEITO
b. MELHORA DA AUTO-ESTIMA
c. MELHORA DA IMAGEM CORPORAL
d. DIMINUIÇÃO DO STRESS E DA ANSIEDADE
e. MELHORA DA TENSÃO MUSCULAR E DA INSÔNIA
g. DIMINUIÇÃO DO CONSUMO DE MEDICAMENTOS
h. melhora das funções cognitivas e da socialização

Com estes efeitos gerais A DANÇADE SALÃO tem se mostrado de grande valia no controle, tratamento e prevenção de doenças como diabetes, enfermidade cardíaca, hipertensão, arteriosclerose, varizes, enfermidades respiratórias, artrose, artrite, dores crônicas e desordens mentais ou psicológicos.

Nota-se também um aumento da vinda de alunos por recomendação médica e de professores de Ed. Fis. Já que a dança de salão é uma atividade completa. Atua na
melhoria nos relacionamentos: formação de grupos, aproximação de casais, irmãos, adolescentes e pais e famílias. Aumenta a libido e a produtividade e freqüência no trabalho.
Melhoria na postura e nas atividades dos órgão internos resultando numa vida muito mais saudável e feliz (endorfinas) com reflexos diversos: coração, pulmão, intestinos, estomago, pele, cabelo, articulações, estresse, elasticidade, equilíbrio, flexibilidade, pressão arterial, peso, musculatura, mais resistente a resfriados,
A atividade física é um direito de todos e uma necessidade básica ¿ Unesco
A dança de salão é a melhor atividade física ¿ Luís Florião

Fonte: Baseado no artigo - Vida ativa para o novo milênio
Victor K. R. Matsudo - Revista Oxidologia set/out: 18-24, 1999
Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul
Data da Publicação: 05/06/2002

postado por: Luis Florião 1:52 PM





MOVIMENTO LAMBADA BRASIL


Fomentar a dança Lambada, uma manifestação da cultura popular brasileira de extrema beleza e plasticidade, buscando que a sociedade reconheça o valor desta riqueza cultural viva da arte contemporânea.
Se pretende um movimento mundial trabalhando para o resgate da popularidade da dança Lambada, levando-a da forma atual à sociedade, derrubando estereótipos e mitos e ainda minimizando os problemas causados pelo uso incorreto do nome de uma dança estrangeira para designar a nossa dança lambada, através do contato desta arte com o público.

Objetivos principais:

Preservar e difundir a dança lambada aumentando a visibilidade dentro e fora do País, promover e unir instrutores dessa dança, escolas, grupos, academias, núcleos e demais profissionais;

Empenhar-se na melhoria da qualidade, aprimoramento e lucratividade dos profissionais dessa modalidade da dança de salão Brasileira, por intermédio de ações educativas e informativas;

Preservar o patrimônio sócio-cultural e artístico da dança lambada;

Apoiar na implementação de projetos de difusão dessa dança e na realização de eventos, tais como encontros, mostras, seminários, festivais;

Zelar pelo prestígio e incentivar a ética na área;

Fortalecer a classe diante da sociedade e órgãos públicos, bem como cooperar com as demais associações e órgãos de classe, entidades congêneres, nacionais e/ou internacionais desde que tenham as mesmas diretrizes;

Promover o intercâmbio com instituições de ensino e pesquisa, nacionais e/ou internacionais que possam de alguma forma, colaborar com o desenvolvimento da nossa área;

postado por: Luis Florião 1:52 PM


PERGUNTA INICIAL

Para podermos produzir mais em relação ao pouco e valioso tempo que temos hoje. Deixem-me fazer uma pergunta para nos situarmos e ao ouvinte em relação à opinião de vocês quanto ao que é dançado atualmente pelos salões brasileiros e que muitos chamam de dança zouk. Escutem todas as possibilidades que eu já ouvi e depois de eu ler todas, me digam qual ou quais vocês acham que corresponde a verdade.

1. É outra dança e é francesa ou Angolana.

2. É outra dança e é caribenha.

3. É a lambada, mas como o nome lambada a mídia queimou, não posso mais usá-lo.

4. É a lambada, mas nome importado é mais chique e/ou apenas o nome é novo, pois tudo que é novo dá mais grana.

5. É a lambada, mas quando se muda a música temos que mudar o nome.

6. Essa dança evoluiu da lambada, mudou tanto que temos que dar outro nome.

7. É nossa criação, mas é outra dança completamente diferente da lambada, portanto temos que dar outro nome.

8. É lambada, mas como eu sou DJ, divulgo com a ótica do ritmo, por isso chamo zouk.


postado por: Luis Florião 1:52 PM


LAMBADA X ZOUK EM DEPOIMENTOS

Os dançarinos mais resistentes, começaram a utilizar-se de outras formas musicais para poderem continuar a dançar e exercitar um prazer recém descoberto que estava por morrer.
Assim foi surgindo o hábito de se utilizar ritmos Caribenhos como Salsa, Soca, Merengue, ZOUK entre outros para se dançar o que se fazia antes com as Lambadas brasileiras.
Outra banda de sucesso que foi muito utilizada e chegou a representar uma boa vendagem de discos associada à dança da Lambada foi a banda de Rumba Flamenca Gipsy Kings.
O fato é que a dança foi voltando à sua forma original menos acrobática e mais suavizada, onde o contato com o parceiro tinha seu valor resguardado.
INFELIZMENTE o nome que ficou foi o ZOUK!¿
Aníbal

Na minha opinião, o nome Lambada foi queimado por nós brasileiros. E o nome Zouk puramente dito não seria correto, ate porque já existe a dança zouk fora do Brasil...
Marco Zouk ( Mafie )

Caro Luis, tenho lido seus mails e realmente concordo com quase tudo o que tem sido levantado por você. Realmente estamos diante de alguns fatos:
1 - A dança é linda!
2 - A dança é BRASILEIRA.
3 - A dança, atualmente, é a lambada, com sua conseqüente e natural evolução.
4 - A dança mudou bastante, perdendo diversas características da "lambada original". Para efeito de comparação, chamo de "lambada original" a dança pós rala coxa, que já possui passos em separado.
5 - Hoje dançamos a dança lambada ao som da música zouk ou de outras cujo ritmo se assemelhe ao zouk.
6 - O resto do mundo não dança a música zouk como nós brasileiros dançamos.
7 - A música zouk é um dos elementos que serviram de base para a música lambada.
Também concordo quando temos que dar um nome preferencialmente nacional para
o que temos hoje e para que esse nome implique em todos esses fatos acima.
DJ Rafa - Zouk Night Love - Belo Horizonte, MG

Lá tocávamos seleções musicais de Salsa, Merengue, Kompas, Soukous, Soca e principalmente Zouk e Zouk-Love (ritmo, conhecido como lambada francesa, atualmente utilizado para dançar a Lambada-Zouk). Outra aposta nossa que deu muito certo foi o Gipsy Kings.
Além de ser uma proposta diferente, percebíamos que a onda do samba reggae, que era nossa grande fonte musical estava em baixa e, além disso, a dança estava com características bem diferente do que era considera a pura lambada. Os casais pareciam flutuar na pista, com mais suavidade e muito mais harmonia.
Jairo Brasil


Não fique indignado com a evolução. Graças a ela (evolução), hoje ainda temos espaços para dançarmos lambada. As músicas são usadas para que possamos expressar aquilo que sentimos quando dançamos. Se ela se enquadra na marcação e é bem explorada, porque não usar outras?
É uma pena que os artistas brasileiros não investem em músicas para nós dançarmos, então, para não deixarmos morrer uma dança (uma evolução da dança lambada), fomos e continuaremos indo atrás do que de melhor possa nos dar oportunidades de dançar.
Ah, e o problema não é acervo musical. Possuímos aproximadamente 4.000 músicas especificamente para dançarmos, sem contar os remix que são feitos por pessoas como o Mafie e o DJ Rafa aqui deste grupo e que acabam dando uma outra roupagem (às vezes muito melhor do que a original).
Mas valeu pelo interesse despertado com o programa da Globo. Agora contamos com mais um amigo "artista" do Zouk aqui em São Paulo. A Ana Maria Braga. Já que hoje temos a Maria Fernanda Cândido (vide fotos neste grupo), Tais Araújo, Grupo Rouge... que mais do que qualquer coisa, viram e se apaixonaram pelo "Zouk/lambada".
Serginho - Webmaster do site CONFRARIA DO ZOUK

Opa, Gipsy Kings não é Lambada!
Usou-se o grupo Gipsy Kings com sua "Rumba Flamenca" porque não tinha mais a música lambada. Da mesma forma como se usa o Zouk.
Lambada mesmo, só as músicas nacionais e feitas para acompanhar a moda. Quando terminou a criação de músicas, começamos a pegar qualquer coisa que entrasse na marcação 1, 2, 3. Gipsy Kings, Gloria Stephan, David Byrne e por aí vai... depois veio o ritmo zouk (que eu pessoalmente acho mais próximo da marcação da lambada) e ficou...
De: Serginho para Viviane Lins

Gostaria de falar um pouco do zouk.
Reparei que existe entre os participantes desta lista opiniões divergentes quanto á origem dessa dança e mesmo em relação á forma como se dança.
Eu sou Português e posso afirmar com garantia que eu muitos outros dançarinos portugueses dançávamos esse ritmo, mas esse mesmo ritmo tem origem angolana e é chamado de kisomba.
Como alguns de vós devem saber Angola foi uma colônia portuguesa e ainda existem fortes influências de angola em Portugal assim como muitos Angolanos.
Esses angolanos sempre dançaram KISOMBA pq é um ritmo típico da terra deles.
Estranhei quando cheguei ao Brasil encontrar esse mesmo ritmo dançado de forma diferente e com outro nome (zouk).
RICARDO ABELHAS


A todos que um dia experimentaram o prazer de dançar a lambada e os que quiserem experimentar conosco destes indescritíveis momentos de poesia e euforia que é dançar a lambada ao som do zouk-love, convido a juntarem-se a nós.
Anibal Bentes

Adílio começou seus primeiros passos de dança na academia de Jaime Arôxa, tendo se destacado em samba de gafieira e, principalmente, na lambada - que, hoje em dia, chamam de lambada-zouk, devido ao estilo musical no qual é dançada. Tornou-se a referência máxima no estilo no Rio de Janeiro, desenvolvendo sua própria marca em cima da metodologia Jaime Arôxa de ensino. Ele e a professora Renata Porto apresentarão um mix de quatro minutos, sendo a primeira atração do Baila Floripa 2004, além de ministrar o workshop de zouk. - Currículo de Adílio Porto enviado às listas pelo direção do evento

Eu concordo com o Luis Florião quando ele diz que o nome zouk não é apropriado,
porque se refere à música que nós dançamos. E se criarmos coisas como "Zouk
brasileiro", "Lambada carioca", entre outros, estaremos transformando nossa
dança querida em algo menor, em um sub-produto sem valor agregado. E isso
reduz a força do nosso movimento.
DJ Rafa

Estou enviando um trecho de um vídeo que eu e integrantes do meu grupo, fizemos para divulgação do "Zouk" ou melhor de "Lambada", para vcs terem noção de como nós do Zouk Raiz dançamos aqui em Sampa!
Patricia Lira - Grupo Zouk Raiz Brasil

Os passos dessa dança que se dança ao som de Zouk foram desenvolvidos ou
adaptados na Franca ou África? Se tiverem sido eu desisto de chamar essa dança de lambada.
From: "Marco Perna" - Para: agdance@yahoogrupos.com.br
Sent: Monday, August 25, 2003 1:53 PM

Alô Zoukenautas, pelo que já foi dito e repetido, a lambada-zouk (dança) é mesmo uma evolução da NOSSA lambada, e nada tem a ver com a dança zouk dos países de origem do ritmo (Guadalupe e Martinica).
Naquela época, o zouk era bem rápido também, bem parecido com a soca e com o merengue que também foram muito usados para dançar lambada. Com a evolução do zouk para o zouk love e o zouk r'n'b, e com a falta de músicas do ritmo lambada, começou-se a usar mais zouk do que outros ritmos para se dançar a lambada.
Na última sexta-feira um baterista me mostrou como a batida é exatamente a mesma, nos dois ritmos. Israel Szerman - Brasília - DF
From: Israel Szerman - Para: agdance@yahoogrupos.com.br
Sent: Tuesday, August 26, 2003 2:26 AM

Perna, ouvi de um nativo das Antilhas Francesas: "Isso que o pessoal dança no Brasil como Zouk, não tem nada a ver com o Zouk que dançamos na minha terra" .
A música pode ser Zouk, mas talvez a dança seja mesmo Lambada. Com a palavra, os entendidos.
Abraços, Ricardo Garcia
From: Sent: Monday, August 25, 2003 5:21 PM

"Que eu saiba a única influencia do Zouk na dança Lambada foi musical e não de passos ou forma de dançar."
Isso que eu sempre falo para as pessoas. A dança é lambada, a música é Zouk.
Claro que encima da dança Lambada houve muita adaptação, alguns passos novos, outros aproveitados de outros ritmos (já vi gente dançando Lambada com passos do samba de Gafieira), mas de um modo geral fico com a sua definição acima.
Aqui em São Paulo, temos o prof. Philip Miha que se dedica exclusivamente em ensinar Zouk tanto no Carioca Club quanto no Buena Vista e que teve a sua base de dançarino encima da Lambada nos velhos tempos. Apesar de procurar sempre evoluir na dança lambada, mas no ritmo Zouk, todos poderão ver que a dança é Lambada.
Abraços a todos, Serginho (SP)
De: Sergio [mailto:smartine@ - Para: agdance@yahoogrupos.com.br
Enviada em: segunda-feira, 25 de agosto de 2003 17:09

É isso mesmo, Perna. Eu vi os franceses dançando zouk. Não tem nada a
ver mesmo. O passinho que eles fazem é binário, como o merengue: 1-2,1-2...
De: Briane Sommer - Para: agdance@yahoogrupos.com.br
Enviada em: sexta-feira, 29 de agosto de 2003 15:16

Esta é uma boa pergunta...
Como nossa língua é permeada de estrangeirismos logo penso que ainda dá para reverter o quadro e enfatizarmos que o zouk dançado nestes países é de nacionalidade brasileira. Só pegamos emprestado o nome, talvez por incompetência quanto a criar um nome original.
Luís Fernando de Sant'Anna
Se ao som do zouk, do hip-hop... eu danço da mesma forma; Não vejo por que chamar a dança só de zouk, ainda mais por todos aqueles motivos que já sabemos.
Luís Fernando de Sant'Anna

Se dissermos que existe uma lambada brasileira estaremos admitindo que existe uma francesa, e todos sabemos que isto não existe. O que é erroneamente chamado de lambada francesa é a nova lambada dançada ao som do zouk ,que ficou órfã dos cantores e produtores nacionais.
Luís Fernando

Meu amigo Florião,
Eu aceitei divulgar um outro nome por quê a mídia na época da lambada simplesmente divulgou que esta dança maravilhosa nascida no Pará era como "A nova maneira de se fazer sexo", "Dançar lambada é como trepar em pé" e filosoficamente ou Freudianamente era " A manifestação vertical de um desejo horizontal"
Por isso em alguns textos meus que até já te enviei... Eu dizia: " A lascívia da Lambada fora substituída pela sensualidade refinada do ZOUK LOVE."
Minha atitude em nenhum momento foi de entreguismo e sim mudar o foco das pessoas para verem agora através do ZOUK o outro lado da lambada que tinha virado "filme B".
Luís Fernando de Sant'Anna

"Aceitei a sugestão de um amigo, que não me autorizou a usar seu nome, em difundirmos o nome zouk, por ser comercialmente mais interessante que a extinta lambada. Concordei, pois a marca pode mudar; mas em nenhum momento aceitei transformar a lambada ou zouk em algo acrobático ou circense para angariar a simpatia de quem não entende nada de dança."
Luís Fernando de Sant'Anna

O apoio do Jaiminho foi fundamental; mesmo ainda recém chegado em sua escola, deu-me a incumbência de continuar seu trabalho introduzindo as novidades da lambada em sua academia. Incialmente fiquei assustado com o convite mas aceitei o desafio e com a orientação do Jaime e o apoio e incentivo dos professores da escola plantamos a semente da nova fase da lambada ao som do zouk.
Texto do Professor Luís Fernando de Sant'Anna - Fundador do Clube do Zouk.

"A minha preocupação enquanto professor especializado em zouk é que qdo esta dança que se desenvolveu a partir da lambada perca suas características originais." - Luís Fernando

Agora pausa para reflexão: No exterior, nas competições de Ballroom Dance existe uma dança chamada SAMBA, e esta é diferente da praticada aqui no BRASIL,mas se chama samba.
Então eu pergunto :Qual é o problema de chamarmos de ZOUK a dança praticada aqui com o ritmo zouk, mesmo sendo diferente da dança praticada na Martinica, Guadalupe..."
Luís Fernando
Esqueçamos o nome lambada e o nome zouk. Será que nós não temos condições de dar um nome novo a esta dança?
Sem ser uma composição por justaposição ou aglutinação destes dois nomes.
Quem sugere um nome comercial e brasileiro?
Luís Fernando de Sant'Anna

Ao longo de toda essa discussão posso dizer que algumas idéias minhas foram sim modificadas, mas acho que a principal é que agora tenho tanta rejeição ao nome zouk quanto ao nome lambada.
Humberto.

Para aqueles que não sabem o que é zouk e se lembram da lambada, vou dizer que zouk é a lambada adaptada a música zouk. Para os que chamam de lambada, farei a distinção de lambada original (fase primitiva), lambada rápida (fase rápida) e lambada lenta (fase atual). Assim consigo me comunicar com todos e me fazer entender sobre qual dança estou falando.
Humberto

Então já exportamos mesmo com o nome errado, nos ferramos?
Lá fora dizem que é uma dança de que nacionalidade?
Marco Perna

A lambada por sua vez também passou por um momento de encubação, que veio culminar agora passados 10 anos, no que chamamos lambada-zouk.
Aníbal Bentes
Comentários Luís Florião:


Teste da filmagem: Quem quiser fazer outros testes: pegue uma câmera, um bom casal de "zoukeiros", toque um zouk rápido, filme um bom casal de lambadeiros em uma lambada lenta tipo Gipsy Kings, compare, não dará outra, essa dança é lambada pura sem tirar nem pôr. Pode convidar os mais renomados para os testes, nesse caso, vá a uma lambateria (zouqueria) filme o ¿bamba¿, outro dia peça para ele dançar lambada lenta, filme, compare e bingo: são iguais. Eu já fiz vários desses testes para me certificar e não falar sem conhecimento de causa, portanto reafirmo: é lambada, somente lambada e nada mais do que lambada.

Pré-conceito: Quem viu a lambada caricaturizada, ficou com uma imagem deturpada e ridícula da dança na cabeça. É essa imagem que a maioria que só viu na TV tem sobre a dança lambada mais antiga. Muitos buscam afastar a dança que fazemos hoje, a lambada dançada em músicas lentas, do "mico lambada", apenas por pré-conceito e desconhecimento, isso apenas confunde mais o público.

Propaganda enganosa: Não concordo é vender carne seca chamando de jerked beef ou mate de bourdon para faturar mais, isso não é "marketing" é propaganda enganosa. Seria muito mais honesto, como você falou, se no primeiro dia de aula em qualquer academia o professor explicasse, por exemplo: essa lambada é uma versão nova, dançada ao som de diversas músicas, que não são lambada mas tem a mesma marcação básica...

Estilos, temos vários, e ainda os subestilos da lambada ao som de músicas mais lentas, mapeá-los seria muito legal. É ruim quando a pessoa que se dispõe a ensinar, dá o seu como único, por desconhecimento, arrogância ou despreparo.
Passemos a outra praia para comparar: que tal ver os estilos de Carlinhos, Jaime, Jimmy e João Carlos Ramos no samba. E mais, se dançamos no choro, bossa nova, samba canção ou samba rock, a dança continua sendo samba e sendo nossa, independente do abismo entre o estilo dos dançarinos.

Estudar, divulgar, participar e investir: Muita gente que se diz trabalhando, comendo a lambada e transpirando zouk. Ser comercial, não é renegar o nacional e sugar o máximo que puder enquanto der e sim estudar, divulgar, participar e investir. Sempre me pergunto, já que o fim de todo humano é o mesmo, o que posso fazer pela dança e pela humanidade, enquanto estou aqui, e nunca o contrário.
Outro exemplo para reforçar: escolas que chamam a dança lambada de "zouk" tem alunos que não conseguem dançar com alunos de outras escolas da mesma cidade que também ensinam esse mesmo "zouk" O aluno poderá pensar que dançam danças diferentes, quando na verdade o problema é outro.



Conclusões:
1.. Lambada não é zouk - é brasileira. A dança zouk já existe, não é nossa e não podemos plagiar seu nome;

2.. Já vi a dança zouk do caribe e de Angola e é totalmente diferente do que fazemos aqui. Nunca vi ninguém ensinar zouk no Brasil;

3.. Existem diferentes vertentes da lambada, algumas podem não se comunicar, como acontece com os forrós;

4.. Toda dança viva evolui. A dança é outra se tem outras bases. A dança é a mesma se somente aumentam os passos. É relativamente pequena a diferença de passos do que se via nas TVs e nos concursos, na época da moda lambada, com o que se vê hoje - muito menor que o samba, por exemplo.

5.. Dançamos lambada em diversos ritmos: kizomba, rumba, pop, hiphop, lambada, zouk etc;

6.. Se chegarmos a conclusão que é outra dança - creio que não é! - temos que escolher um nome brasileiro;

7.. Zouk, pelas variações melódicas é até o momento a melhor música para se dançar lambada;

Considerações finais:
Não tenho vergonha de ter gostado, mas não quero reviver as sainhas nas meninas nem as músicas do Beto Barbosa.

De minha parte, luto para que divulguemos que a dança é lambada e é nossa, que não tenhamos vergonha de assumir nossas coisas e nossa gente para que, no futuro, se no exterior quiserem um professor dessa dança venham ao Brasil. Enquanto isso não acontece, façamos valer a máxima (adaptada por mim): Enquanto existir um lambadeiro, nossa dança não morrerá.

Espero que esse debate seja útil para tirar dúvidas, que cause bastante polêmica e ajude a fazer pensar se mudar o nome vale a pena.

Luís Florião

postado por: Luis Florião 1:51 PM


Release Toque de magia

TRABALHANDO COM A ESSÊNCIA DA LAMBADA E SUAS MARCAÇÕES. Toque de Magia é uma coreografia diferente que UTILIZA O CORPO PARA AS CONDUÇÕES, RESSALTANDO O GESTO E O VISUAL, aproveitando a plasticidade dessa modalidade. Uma forma nova e interessante de ver UMA DAS MAIS QUERIDAS DANÇAS BRASILEIRAS.
Apaixonado, nosso herói, burla todas as regras do curso de feiticeiros, e traz A ALMA DE SUA AMADA PARA O CORPO DE UMA BONECA .
Tudo parece bem, mas o essencial não foi resolvido com a magia . SABENDO QUE SUA ALMA NÃO PODE SER TOCADA A BONECA ENTREGA-SE A UM CAPRICHOSO JOGO DE SEDUÇÃO.
A identificação do público é imediata, pois FALA DA paixão, DO MEDO DE AMAR PLENAMENTE, ASSOMBRADOS QUE SOMOS PELO SOFRIMENTO QUE PODE ADVIR DESSA ENTREGA.

Coreógrafo: Luís Florião
Dançarinos: Luís Florião e Adriana D´Acri

postado por: Luis Florião 1:48 PM


LAMBADA X ZOUK EM DEPOIMENTOS

Os dançarinos mais resistentes, começaram a utilizar-se de outras formas musicais para poderem continuar a dançar e exercitar um prazer recém descoberto que estava por morrer.
Assim foi surgindo o hábito de se utilizar ritmos Caribenhos como Salsa, Soca, Merengue, ZOUK entre outros para se dançar o que se fazia antes com as Lambadas brasileiras.
Outra banda de sucesso que foi muito utilizada e chegou a representar uma boa vendagem de discos associada à dança da Lambada foi a banda de Rumba Flamenca Gipsy Kings.
O fato é que a dança foi voltando à sua forma original menos acrobática e mais suavizada, onde o contato com o parceiro tinha seu valor resguardado.
INFELIZMENTE o nome que ficou foi o ZOUK!¿
Aníbal

Na minha opinião, o nome Lambada foi queimado por nós brasileiros. E o nome Zouk puramente dito não seria correto, ate porque já existe a dança zouk fora do Brasil...
Marco Zouk ( Mafie )

Caro Luis, tenho lido seus mails e realmente concordo com quase tudo o que tem sido levantado por você. Realmente estamos diante de alguns fatos:
1 - A dança é linda!
2 - A dança é BRASILEIRA.
3 - A dança, atualmente, é a lambada, com sua conseqüente e natural evolução.
4 - A dança mudou bastante, perdendo diversas características da "lambada original". Para efeito de comparação, chamo de "lambada original" a dança pós rala coxa, que já possui passos em separado.
5 - Hoje dançamos a dança lambada ao som da música zouk ou de outras cujo ritmo se assemelhe ao zouk.
6 - O resto do mundo não dança a música zouk como nós brasileiros dançamos.
7 - A música zouk é um dos elementos que serviram de base para a música lambada.
Também concordo quando temos que dar um nome preferencialmente nacional para
o que temos hoje e para que esse nome implique em todos esses fatos acima.
DJ Rafa - Zouk Night Love - Belo Horizonte, MG

Lá tocávamos seleções musicais de Salsa, Merengue, Kompas, Soukous, Soca e principalmente Zouk e Zouk-Love (ritmo, conhecido como lambada francesa, atualmente utilizado para dançar a Lambada-Zouk). Outra aposta nossa que deu muito certo foi o Gipsy Kings.
Além de ser uma proposta diferente, percebíamos que a onda do samba reggae, que era nossa grande fonte musical estava em baixa e, além disso, a dança estava com características bem diferente do que era considera a pura lambada. Os casais pareciam flutuar na pista, com mais suavidade e muito mais harmonia.
Jairo Brasil


Não fique indignado com a evolução. Graças a ela (evolução), hoje ainda temos espaços para dançarmos lambada. As músicas são usadas para que possamos expressar aquilo que sentimos quando dançamos. Se ela se enquadra na marcação e é bem explorada, porque não usar outras?
É uma pena que os artistas brasileiros não investem em músicas para nós dançarmos, então, para não deixarmos morrer uma dança (uma evolução da dança lambada), fomos e continuaremos indo atrás do que de melhor possa nos dar oportunidades de dançar.
Ah, e o problema não é acervo musical. Possuímos aproximadamente 4.000 músicas especificamente para dançarmos, sem contar os remix que são feitos por pessoas como o Mafie e o DJ Rafa aqui deste grupo e que acabam dando uma outra roupagem (às vezes muito melhor do que a original).
Mas valeu pelo interesse despertado com o programa da Globo. Agora contamos com mais um amigo "artista" do Zouk aqui em São Paulo. A Ana Maria Braga. Já que hoje temos a Maria Fernanda Cândido (vide fotos neste grupo), Tais Araújo, Grupo Rouge... que mais do que qualquer coisa, viram e se apaixonaram pelo "Zouk/lambada".
Serginho - Webmaster do site CONFRARIA DO ZOUK

Opa, Gipsy Kings não é Lambada!
Usou-se o grupo Gipsy Kings com sua "Rumba Flamenca" porque não tinha mais a música lambada. Da mesma forma como se usa o Zouk.
Lambada mesmo, só as músicas nacionais e feitas para acompanhar a moda. Quando terminou a criação de músicas, começamos a pegar qualquer coisa que entrasse na marcação 1, 2, 3. Gipsy Kings, Gloria Stephan, David Byrne e por aí vai... depois veio o ritmo zouk (que eu pessoalmente acho mais próximo da marcação da lambada) e ficou...
De: Serginho para Viviane Lins

Gostaria de falar um pouco do zouk.
Reparei que existe entre os participantes desta lista opiniões divergentes quanto á origem dessa dança e mesmo em relação á forma como se dança.
Eu sou Português e posso afirmar com garantia que eu muitos outros dançarinos portugueses dançávamos esse ritmo, mas esse mesmo ritmo tem origem angolana e é chamado de kisomba.
Como alguns de vós devem saber Angola foi uma colônia portuguesa e ainda existem fortes influências de angola em Portugal assim como muitos Angolanos.
Esses angolanos sempre dançaram KISOMBA pq é um ritmo típico da terra deles.
Estranhei quando cheguei ao Brasil encontrar esse mesmo ritmo dançado de forma diferente e com outro nome (zouk).
RICARDO ABELHAS


A todos que um dia experimentaram o prazer de dançar a lambada e os que quiserem experimentar conosco destes indescritíveis momentos de poesia e euforia que é dançar a lambada ao som do zouk-love, convido a juntarem-se a nós.
Anibal Bentes

Adílio começou seus primeiros passos de dança na academia de Jaime Arôxa, tendo se destacado em samba de gafieira e, principalmente, na lambada - que, hoje em dia, chamam de lambada-zouk, devido ao estilo musical no qual é dançada. Tornou-se a referência máxima no estilo no Rio de Janeiro, desenvolvendo sua própria marca em cima da metodologia Jaime Arôxa de ensino. Ele e a professora Renata Porto apresentarão um mix de quatro minutos, sendo a primeira atração do Baila Floripa 2004, além de ministrar o workshop de zouk. - Currículo de Adílio Porto enviado às listas pelo direção do evento

Eu concordo com o Luis Florião quando ele diz que o nome zouk não é apropriado,
porque se refere à música que nós dançamos. E se criarmos coisas como "Zouk
brasileiro", "Lambada carioca", entre outros, estaremos transformando nossa
dança querida em algo menor, em um sub-produto sem valor agregado. E isso
reduz a força do nosso movimento.
DJ Rafa

Estou enviando um trecho de um vídeo que eu e integrantes do meu grupo, fizemos para divulgação do "Zouk" ou melhor de "Lambada", para vcs terem noção de como nós do Zouk Raiz dançamos aqui em Sampa!
Patricia Lira - Grupo Zouk Raiz Brasil

Os passos dessa dança que se dança ao som de Zouk foram desenvolvidos ou
adaptados na Franca ou África? Se tiverem sido eu desisto de chamar essa dança de lambada.
From: "Marco Perna" - Para: agdance@yahoogrupos.com.br
Sent: Monday, August 25, 2003 1:53 PM

Alô Zoukenautas, pelo que já foi dito e repetido, a lambada-zouk (dança) é mesmo uma evolução da NOSSA lambada, e nada tem a ver com a dança zouk dos países de origem do ritmo (Guadalupe e Martinica).
Naquela época, o zouk era bem rápido também, bem parecido com a soca e com o merengue que também foram muito usados para dançar lambada. Com a evolução do zouk para o zouk love e o zouk r'n'b, e com a falta de músicas do ritmo lambada, começou-se a usar mais zouk do que outros ritmos para se dançar a lambada.
Na última sexta-feira um baterista me mostrou como a batida é exatamente a mesma, nos dois ritmos. Israel Szerman - Brasília - DF
From: Israel Szerman - Para: agdance@yahoogrupos.com.br
Sent: Tuesday, August 26, 2003 2:26 AM

Perna, ouvi de um nativo das Antilhas Francesas: "Isso que o pessoal dança no Brasil como Zouk, não tem nada a ver com o Zouk que dançamos na minha terra" .
A música pode ser Zouk, mas talvez a dança seja mesmo Lambada. Com a palavra, os entendidos.
Abraços, Ricardo Garcia
From: Sent: Monday, August 25, 2003 5:21 PM

"Que eu saiba a única influencia do Zouk na dança Lambada foi musical e não de passos ou forma de dançar."
Isso que eu sempre falo para as pessoas. A dança é lambada, a música é Zouk.
Claro que encima da dança Lambada houve muita adaptação, alguns passos novos, outros aproveitados de outros ritmos (já vi gente dançando Lambada com passos do samba de Gafieira), mas de um modo geral fico com a sua definição acima.
Aqui em São Paulo, temos o prof. Philip Miha que se dedica exclusivamente em ensinar Zouk tanto no Carioca Club quanto no Buena Vista e que teve a sua base de dançarino encima da Lambada nos velhos tempos. Apesar de procurar sempre evoluir na dança lambada, mas no ritmo Zouk, todos poderão ver que a dança é Lambada.
Abraços a todos, Serginho (SP)
De: Sergio [mailto:smartine@ - Para: agdance@yahoogrupos.com.br
Enviada em: segunda-feira, 25 de agosto de 2003 17:09

É isso mesmo, Perna. Eu vi os franceses dançando zouk. Não tem nada a
ver mesmo. O passinho que eles fazem é binário, como o merengue: 1-2,1-2...
De: Briane Sommer - Para: agdance@yahoogrupos.com.br
Enviada em: sexta-feira, 29 de agosto de 2003 15:16

Esta é uma boa pergunta...
Como nossa língua é permeada de estrangeirismos logo penso que ainda dá para reverter o quadro e enfatizarmos que o zouk dançado nestes países é de nacionalidade brasileira. Só pegamos emprestado o nome, talvez por incompetência quanto a criar um nome original.
Luís Fernando de Sant'Anna
Se ao som do zouk, do hip-hop... eu danço da mesma forma; Não vejo por que chamar a dança só de zouk, ainda mais por todos aqueles motivos que já sabemos.
Luís Fernando de Sant'Anna

Se dissermos que existe uma lambada brasileira estaremos admitindo que existe uma francesa, e todos sabemos que isto não existe. O que é erroneamente chamado de lambada francesa é a nova lambada dançada ao som do zouk ,que ficou órfã dos cantores e produtores nacionais.
Luís Fernando

Meu amigo Florião,
Eu aceitei divulgar um outro nome por quê a mídia na época da lambada simplesmente divulgou que esta dança maravilhosa nascida no Pará era como "A nova maneira de se fazer sexo", "Dançar lambada é como trepar em pé" e filosoficamente ou Freudianamente era " A manifestação vertical de um desejo horizontal"
Por isso em alguns textos meus que até já te enviei... Eu dizia: " A lascívia da Lambada fora substituída pela sensualidade refinada do ZOUK LOVE."
Minha atitude em nenhum momento foi de entreguismo e sim mudar o foco das pessoas para verem agora através do ZOUK o outro lado da lambada que tinha virado "filme B".
Luís Fernando de Sant'Anna

"Aceitei a sugestão de um amigo, que não me autorizou a usar seu nome, em difundirmos o nome zouk, por ser comercialmente mais interessante que a extinta lambada. Concordei, pois a marca pode mudar; mas em nenhum momento aceitei transformar a lambada ou zouk em algo acrobático ou circense para angariar a simpatia de quem não entende nada de dança."
Luís Fernando de Sant'Anna

O apoio do Jaiminho foi fundamental; mesmo ainda recém chegado em sua escola, deu-me a incumbência de continuar seu trabalho introduzindo as novidades da lambada em sua academia. Incialmente fiquei assustado com o convite mas aceitei o desafio e com a orientação do Jaime e o apoio e incentivo dos professores da escola plantamos a semente da nova fase da lambada ao som do zouk.
Texto do Professor Luís Fernando de Sant'Anna - Fundador do Clube do Zouk.

"A minha preocupação enquanto professor especializado em zouk é que qdo esta dança que se desenvolveu a partir da lambada perca suas características originais." - Luís Fernando

Agora pausa para reflexão: No exterior, nas competições de Ballroom Dance existe uma dança chamada SAMBA, e esta é diferente da praticada aqui no BRASIL,mas se chama samba.
Então eu pergunto :Qual é o problema de chamarmos de ZOUK a dança praticada aqui com o ritmo zouk, mesmo sendo diferente da dança praticada na Martinica, Guadalupe..."
Luís Fernando
Esqueçamos o nome lambada e o nome zouk. Será que nós não temos condições de dar um nome novo a esta dança?
Sem ser uma composição por justaposição ou aglutinação destes dois nomes.
Quem sugere um nome comercial e brasileiro?
Luís Fernando de Sant'Anna

Ao longo de toda essa discussão posso dizer que algumas idéias minhas foram sim modificadas, mas acho que a principal é que agora tenho tanta rejeição ao nome zouk quanto ao nome lambada.
Humberto.

Para aqueles que não sabem o que é zouk e se lembram da lambada, vou dizer que zouk é a lambada adaptada a música zouk. Para os que chamam de lambada, farei a distinção de lambada original (fase primitiva), lambada rápida (fase rápida) e lambada lenta (fase atual). Assim consigo me comunicar com todos e me fazer entender sobre qual dança estou falando.
Humberto

Então já exportamos mesmo com o nome errado, nos ferramos?
Lá fora dizem que é uma dança de que nacionalidade?
Marco Perna

Fico apreensivo com o rumo que vai tomar nossa dança ao som do "zouk", assim como aconteceu com "Salsa & Merengue"
Luís Fernando

Comentários Luís Florião:


Teste da filmagem: Quem quiser fazer outros testes: pegue uma câmera, um bom casal de "zoukeiros", toque um zouk rápido, filme um bom casal de lambadeiros em uma lambada lenta tipo Gipsy Kings, compare, não dará outra, essa dança é lambada pura sem tirar nem pôr. Pode convidar os mais renomados para os testes, nesse caso, vá a uma lambateria (zouqueria) filme o ¿bamba¿, outro dia peça para ele dançar lambada lenta, filme, compare e bingo: são iguais. Eu já fiz vários desses testes para me certificar e não falar sem conhecimento de causa, portanto reafirmo: é lambada, somente lambada e nada mais do que lambada.

Pré-conceito: Quem viu a lambada caricaturizada, ficou com uma imagem deturpada e ridícula da dança na cabeça. É essa imagem que a maioria que só viu na TV tem sobre a dança lambada mais antiga. Muitos buscam afastar a dança que fazemos hoje, a lambada dançada em músicas lentas, do "mico lambada", apenas por pré-conceito e desconhecimento, isso apenas confunde mais o público.

Propaganda enganosa: Não concordo é vender carne seca chamando de jerked beef ou mate de bourdon para faturar mais, isso não é "marketing" é propaganda enganosa. Seria muito mais honesto, como você falou, se no primeiro dia de aula em qualquer academia o professor explicasse, por exemplo: essa lambada é uma versão nova, dançada ao som de diversas músicas, que não são lambada mas tem a mesma marcação básica...

Estilos, temos vários, e ainda os subestilos da lambada ao som de músicas mais lentas, mapeá-los seria muito legal. É ruim quando a pessoa que se dispõe a ensinar, dá o seu como único, por desconhecimento, arrogância ou despreparo.
Passemos a outra praia para comparar: que tal ver os estilos de Carlinhos, Jaime, Jimmy e João Carlos Ramos no samba. E mais, se dançamos no choro, bossa nova, samba canção ou samba rock, a dança continua sendo samba e sendo nossa, independente do abismo entre o estilo dos dançarinos.

Estudar, divulgar, participar e investir: Muita gente que se diz trabalhando, comendo a lambada e transpirando zouk. Ser comercial, não é renegar o nacional e sugar o máximo que puder enquanto der e sim estudar, divulgar, participar e investir. Sempre me pergunto, já que o fim de todo humano é o mesmo, o que posso fazer pela dança e pela humanidade, enquanto estou aqui, e nunca o contrário.
Outro exemplo para reforçar: escolas que chamam a dança lambada de "zouk" tem alunos que não conseguem dançar com alunos de outras escolas da mesma cidade que também ensinam esse mesmo "zouk" O aluno poderá pensar que dançam danças diferentes, quando na verdade o problema é outro.



Conclusões:

1.. Essa dança que praticamos hoje é Lambada e é brasileira. Não é zouk, lambazouk e nem lambada-zouk. A dança zouk já existe, não é nossa e não podemos plagiar seu nome;

2.. Já vi a dança zouk do caribe e de Angola e é totalmente diferente do que fazemos aqui. Nunca vi ninguém ensinar zouk no Brasil;

3.. Existem diferentes vertentes da lambada, algumas podem não se comunicar, como acontece com os forrós;

4.. Toda dança viva evolui. A dança é outra se tem outras bases. A dança é a mesma se somente aumentam os passos. É relativamente pequena a diferença de passos do que se via nas TVs e nos concursos, na época da moda lambada, com o que se vê hoje - muito menor que o samba, por exemplo.

5.. Dançamos lambada em diversos ritmos: kizomba, rumba, pop, hiphop, lambada, zouk etc;

6.. Se chegarmos a conclusão que é outra dança - creio que não é! - temos que escolher um nome brasileiro;

7.. A ritmo zouk, pelas variações melódicas tem, até o momento, a melhores músicas para se dançar lambada;

Considerações finais:
Não tenho vergonha de ter gostado, mas não quero reviver as sainhas nas meninas nem as músicas do Beto Barbosa.

De minha parte, luto para que divulguemos que a dança é lambada e é nossa, que não tenhamos vergonha de assumir nossas coisas e nossa gente para que, no futuro, se no exterior quiserem um professor dessa dança venham ao Brasil. Enquanto isso não acontece, façamos valer a máxima (adaptada por mim): Enquanto existir um lambadeiro, nossa dança não morrerá.

Espero que esse debate seja útil para tirar dúvidas, que cause bastante polêmica e ajude a fazer pensar se mudar o nome vale a pena.

Luís Florião

postado por: Luis Florião 1:47 PM


Quarta-feira, Julho 14, 2004

ESTATUTO ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DANÇA DE SALÃO ¿ ANDANÇAS

CAPÍTULO I ¿ Da Constituição, Fins e Sede
Art. 1° - Associação Nacional de Dança de Salão, é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, com prazo de duração indeterminado, tendo sua sede na Rua 28 de setembro, 258, loja 15 - Vila Isabel - Rio de Janeiro ¿ RJ ¿ Brasil.
§ 1º - A Associação Nacional de Dança de Salão, adotará a sigla ANDANÇAS, tendo personalidade jurídica própria, distinta de seus membros, não respondendo estes, solidária ou subsidiariamente, pelas obrigações por ela contraídas.
§ 2º - A Associação Nacional de Dança de Salão poderá manter sede fora do Estado do Rio de Janeiro, desde que com a anuência de sua Diretoria.

CAPÍTULO II ¿ Dos Objetivos
Art. 2° - A Associação tem por objetivos principais e permanentes:
I. Desenvolver, promover, proteger e unir nacionalmente instrutores de dança, escolas, grupos, academias, núcleos e demais profissionais da dança de salão;
II. Empenhar-se na melhoria da qualidade e lucratividade dos seus membros, por intermédio de ações educativas, informações, oportunidades de marketing, apoio técnico, jurídico e relações públicas;
III. Preservar o patrimônio sócio-cultural e artístico da dança de salão, respeitando suas diferentes formas e manifestações regionais;
IV. Apoiar os associados na implementação de projetos de difusão da dança de salão e na realização de eventos significativos, tais como encontros, mostras, seminários, festivais e demais eventos;
V. Zelar pelo prestígio e ética da classe;
VI. Empenhar-se no aprimoramento dos profissionais da dança de salão;
VII. Fortalecer a classe diante da sociedade e órgãos públicos, bem como poder coligar-se com as demais associações e órgãos de classe, entidades congêneres, nacionais e/ou internacionais, desde que não firam as diretrizes desse Estatuto;
VIII. Promover o intercâmbio com instituições de ensino e pesquisa, nacionais e/ou internacionais que possam de alguma forma, colaborar com o desenvolvimento dos seus membros;
Interceder perante os poderes públicos em defesa dos direitos e interesses legítimos de seus membros.

CAPÍTULO III - Dos Direitos e Deveres dos Associados
Art. 3° - Podem ser membros dessa Associação somente pessoas físicas que sejam profissionais de dança de salão e as pessoas com reconhecido interesse em lutar pelos objetivos acima propostos, participando regularmente dos trabalhos, observando o presente estatuto e os programas da associação.
Art. 4º - A admissão de membros na Associação dependerá de proposta, por escrito, que será submetida a aprovação da Diretoria.

Art. 5º - São direitos dos Associados:
I. Votar nas Assembléias Gerais;
II. Receber assistência e apoio da Associação nos termos delimitados pelo artigo segundo;
III. Participar de todas as atividades da Associação, freqüentar suas dependências e usufruir dos serviços sociais que forem criados;
IV. Tomar parte das Assembléias Gerais, nos termos deste Estatuto;
V. Receber correspondências e publicações da Associação;
VI. Recorrer de resoluções e decisões da Diretoria perante o Conselho Consultivo;
VII. Concorrer a cargos eletivos após seis meses de associado e estando em dia com sua anuidade;
VIII. Requerer convocação de Assembléia Geral Extraordinária, nos termos deste Estatuto.
Art. 6º - São deveres dos Associados:
I. Respeitar e cumprir o presente Estatuto, as decisões e resoluções da Diretoria, Conselho Fiscal, Conselho Consultivo e das Assembléias Gerais;
II. Pagar pontualmente suas anuidades, efetuando os pagamentos até o dia 30 (trinta) de outubro do ano corrente, ou no ato da filiação - para novos membros;
III. Observar a ética profissional e zelar pelo prestígio moral e intelectual da classe;
IV. Prestigiar fielmente as funções para as quais forem eleitos, nomeados ou designados;
Art. 7º - As contribuições anuais dos membros serão propostas pela Diretoria e aprovadas pela Assembléia Geral.

CAPÍTULO IV ¿ Das Penalidades
Art. 8º - A Diretoria poderá aplicar aos associados as penalidades de advertência, suspensão e exclusão.
Art. 9º - Será penalizado o associado que:
I. Adotar postura inconveniente, deseducada e/ou incompatível com os princípios morais e profissionais.
II. Causar prejuízo de cunho moral à Associação;
III. Não pagar a contribuição anual até a data prevista;
IV. Desrespeitar qualquer disposição estatutária;
V. Tirar proveito próprio de situações, idéias, projetos, propostas efetivadas em reuniões ou assembléias;
VI. Deixar de cumprir qualquer dos deveres referidos no artigo sexto deste Estatuto.
§ 1º - A exclusão poderá ocorrer por deliberação da Assembléia Geral, convocada para esta finalidade, respeitados os preceitos de convocação.
§ 2º - Da decisão do órgão que, em conformidade com o Estatuto, decretar a exclusão do Associado, caberá recurso à Assembléia Geral.
Art. 10 - As penalidades previstas nos artigos anteriores e outras que forem disciplinadas posteriormente, serão impostas pela Diretoria, devendo sua aplicação ser posterior à audiência do associado, ao qual serão assegurados os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório.

CAPÍTULO V ¿ Da Readmissão
Art. 11 - O Sócio desligado por falta de pagamento ¿ será readmitido após o pagamento corrigido dos débitos deixados e do pagamento da multa de 25 % (vinte e cinco por cento) da anuidade vigente.
Art. 12 - O Sócio desligado por outros prejuízos ¿ se dará após o ressarcimento do prejuízo com as devidas correções, a partir daí o caso será encaminhado à Diretoria, ao Conselho e à Assembléia para aprovarem sua readmissão.

CAPÍTULO VI ¿ Dos Associados
Art. 13 ¿ Os associados serão divididos nas seguintes categorias:
I. Fundadores serão considerados os que aderirem à Associação até 01 (um) ano, após a data da sua constituição;
II. Efetivos serão os que entrarem para a Associação com a finalidade de participação atuante nos seus trabalhos, após o prazo de 01 (um) ano, contado da data da constituição da Associação.
III. Beneméritos serão os que prestaram ou prestarem relevantes serviços à dança de salão, sendo certo que os nomes dos candidatos deverão ser indicados pelos associados e aprovados pela Diretoria que serão isentos do pagamento da anuidade, podendo fazê-lo no montante e na periodicidade que lhes convier, comunicando à Diretoria que providenciará o recebimento.

CAPÍTULO VII - Da Administração
Art. 14 - A Associação será administrada, por uma Diretoria constituída de 08 (oito) membros, sendo eles: Presidente, Vice-Presidente, Diretor Financeiro, Diretor Administrativo, Diretor de Comunicação, Diretor de Artes, Estudo e Pesquisas, um representante do Conselho Fiscal e um representante do Conselho Consultivo.

Art. 15 - Haverá um Conselho Fiscal eleito juntamente com a Diretoria.
Art. 16 ¿ Haverá um Conselho Consultivo previamente definido e um Conselho de Delegados, que será nomeado pela Diretoria.

CAPÍTULO VIII ¿ Da Diretoria e dos Conselhos
Art. 17 - Compete à Diretoria enquanto órgão colegiado:
I. Cumprir os objetivos da Associação;
II. Manter as condições mínimas de funcionamento da Associação;
III. Tomar conhecimento de todos os assuntos apresentados à Associação, encaminhando, posteriormente, à Assembléia Geral aqueles que forem procedentes;
IV. Aprovar a admissão de novos sócios;
V. Criar e fazer cumprir o regimento interno;
VI. Determinar data, lugar e hora das Assembléias Gerais ordinárias e extraordinárias.
VII. Decidir sobre as penalidades a serem impostas aos associados e membros da Diretoria e dos Conselhos, diante do descumprimento deste Estatuto.
Art. 18 ¿ Compete ao Presidente:
I. Propor projetos;
II. Cumprir e fazer cumprir o estatuto, os programas e objetivos da Associação;
III. Manter referências de seus trabalhos;
IV. Representar a Associação em juízo e fora dele, ativa e passivamente;
V. Representar a Associação em todas as circunstâncias em que sua presença se fizer necessária ou solicitada, ou nomear representantes em caso de impossibilidade do cumprimento dessas obrigações;
VI. Assinar cheques em conjunto com o Diretor Financeiro;
VII. Rubricar livros e documentos da Associação;
VIII. Delegar poderes expressos a outros membros da Diretoria;
IX. Despachar expedientes;
X. Presidir reuniões;
XI. Avisar ao conselho sobre reuniões e temas a ser tratados, para o devido acompanhamento;
XII. Exercer outras atribuições que lhe sejam conferidas pela Assembléia Geral.
Art. 19 - Compete ao Vice-Presidente:

I. Propor projetos;
II. Cumprir e fazer cumprir o estatuto, os programas e objetivos da Associação;
III. Manter referências de seus trabalhos;
IV. Ocupar o cargo do Diretor-Presidente na vacância do presidente e temporariamente o de qualquer um dos Diretores;
V. Acompanhar colaborar e apoiar o trabalho dos diretores;
VI. Fiscalizar os bens patrimoniais da Associação.
Art. 20 - Compete ao Diretor Financeiro:

I. Propor projetos;
II. Cumprir e fazer cumprir o estatuto, os programas e objetivos da Associação;
III. Manter referências de seus trabalhos;
IV. Arrecadar a receita e pagar as despesas autorizadas por maioria da Diretoria e definidas previamente pela Associação;
V. Apresentar à Assembléia Geral, anualmente, o balancete das atividades financeiras daquele período.
Art. 21 ¿ Compete ao Diretor Administrativo:

I. Propor projetos;
II. Cumprir e fazer cumprir o estatuto, os programas e objetivos da Associação;
III. Manter referências de seus trabalhos;
IV. Prover para que sejam mantidos em dia os livros de ata e as escriturações da Associação;
V. Fiscalizar os bens patrimoniais da Associação.
Art. 22 - Compete ao Diretor de Artes, Estudos e Pesquisas:

I. Propor projetos;
II. Cumprir e fazer cumprir o estatuto, os programas e objetivos da Associação;
III. Manter referências de seus trabalhos;
IV. Responsabilizar-se pela sistematização e coordenação dos trabalhos artísticos, dos estudos, e pesquisas desenvolvidas pela Associação;
V. Divulgar as suas atividades;
VI. Manter um Centro de Referência dos seus trabalhos.
Art. 23 - Compete ao Diretor de Comunicação:

I. Propor projetos;
II. Cumprir e fazer cumprir o estatuto, os programas e objetivos da Associação;
III. Manter referências de seus trabalhos;
IV. Responsabilizar-se pela divulgação, publicidade, propaganda e relações públicas da Associação, assim como de suas produções e promoções;
V. Tratar da edição de boletins informativos;
VI. Colaborar na divulgação dos trabalhos do grupo de Artes, Estudos e Pesquisas ou qualquer outra publicação da Associação.
Art. 24 ¿ Compete ao Conselho Fiscal:
I. Reunir-se a cada três meses para examinar e fiscalizar a gestão administrativa e financeira da Diretoria, elaborando ao final de cada exercício anual, Parecer sobre o Balanço Geral e as contas, o qual fará parte integrante do Relatório Anual da Diretoria;
II. Verificar, em qualquer, época, o caixa e examinar a escrituração contábil da entidade, e sugerir à Assembléia Geral a contratação de auditoria externa independente para exame pormenorizado das contas;
III. Convocar Assembléia Geral Extraordinária para dispor de assuntos de sua exclusiva competência.
Art. 25 - Compete ao Conselho de Delegados:

I. Propor projetos;
II. Cumprir e fazer cumprir o estatuto, os programas e objetivos da Associação;
III. Manter referências de seus trabalhos;
IV. Defender os profissionais de seu estado junto à Diretoria;
V. Divulgar a Andanças ¿ Associação Nacional de Dança de Salão, em seu estado.
Parágrafo único - A indicação compete à Diretoria e será indicado um delegado por estado. Os delegados representam a Associação no seu estado da federação, sendo seus membros indicados e destituídos de seus cargos pela Diretoria a qualquer tempo.
Art. 26 - Compete ao Conselho Consultivo:
I. Orientar a Associação sempre que solicitado pela Diretoria ou Assembléia Geral ou por iniciativa própria, manifestando-se sobre temas relevantes para a Associação, bem como para a dança de forma geral e ainda poderá exercer fiscalização sobre os negócios e atividades da Associação, examinando livros documentos e cobrando relatórios;
II. Cumprir e fazer cumprir o estatuto, os programas e objetivos da Associação;
III. Tem o dever de vetar qualquer projeto que prejudique a associação ou a dança de salão, devolvendo-o para discussão em Assembléia Geral.
§ 1° - Composição:

I. Será composto de 09 (nove) membros fixos, previamente definidos e 02 (dois) membros eleitos a cada nova gestão;
II. No caso de desistência ou impossibilidade, um novo membro será indicado pelo Conselho e deverá ser aprovado pela Assembléia Geral;
§ 2° - O Conselheiro pode por qualquer motivo se licenciar do Conselho, devendo para isso comunicar seu licenciamento por escrito à Diretoria.
§ 3° - Será suspenso o Conselheiro que:

I. Desrespeitar qualquer disposição estatutária;
II. Praticar atos desabonadores de sua conduta moral ou profissional, constituindo-se elemento nocivo à Associação;
III. Tirar proveito próprio de situações, idéias, projetos, etc., propostas em reuniões ou assembléias;
IV. Faltar e não enviar representante a três convocações seguidas.
§ 4° - Desligamento:

I. Quando da saída voluntária, o conselheiro deverá encaminhar comunicação, por escrito, à diretoria;
II. O desligamento compulsório ocorrerá por fato gravíssimo ou quando o conselheiro reincidir na prática de ato que tenha determinado a suspensão;
III. O desligamento compulsório poderá ocorrer por deliberação do conselho com mínimo de seis votos (dois terços) e aprovação da Assembléia Geral convocada para esta finalidade, respeitando os preceitos de convocação.
§ 5° - As penalidades previstas nos artigos anteriores e outras que forem disciplinadas posteriormente, serão impostas pela Diretoria, devendo sua aplicação ser posterior a audiência do associado ao qual serão assegurados os devidos meios de defesa.
Art. 27 ¿ São componentes fixos do Conselho Consultivo: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9.
Art. 28 - Farão ainda parte do Conselho Consultivo os seguintes membros: Um sócio, de efetiva atuação, indicado pela Assembléia Geral e um componente da diretoria anterior, ambos escolhidos pela assembléia através de votação a ser realizada no começo de cada gestão.
Art. 29 - Não é permitido acumular cargo de Diretor e de Conselheiro, estando o componente automaticamente licenciado do Conselho, no período compreendido entre o último dia para inscrição das chapas até o fim da gestão da diretoria da qual venha a fazer parte ou até o fim da eleição, em caso de derrota da sua chapa.
Art 30 - O Conselho Consultivo escolhe um de seus membros, por maioria simples, para representa-lo nas reuniões da diretoria que julgar necessário estar presente e usar seu o direito de voto.

CAPÍTULO IX ¿ Da Assembléia Geral
Art. 31 - A Assembléia Geral é órgão supremo da Associação, com poderes para se pronunciar sobre quaisquer assuntos de que lhe sejam submetidos.
§ 1° - A Assembléia Geral será constituída pelos sócios em pleno gozo de seus direitos sociais e se reunirá, por convocação da Diretoria, uma vez a cada dois anos, no município sede, para eleição da Diretoria, e, extraordinariamente, também por convocação da Diretoria, ou por 20% (vinte por cento) dos sócios em pleno gozo dos seus direitos sociais, sempre que houver assuntos relevantes a tratar.

I. A Assembléia de que trata esse artigo, se fará mediante notificação, por carta ou mensagem eletrônica, sendo indispensável afixação, com trinta dias de antecedência, do edital de convocação no local da sede e comunicação por internet, com indicação das matérias a serem tratadas, dia, hora e local da reunião;
II. Caso não haja maioria absoluta de sócios na primeira convocação, a Assembléia deliberará em segunda convocação uma hora depois, com qualquer número;
III. Sócios residentes em outras regiões ou municípios poderão designar representantes às Assembléias, sendo que esta representação, far-se-á por meio de procuração ou manifestação de seu voto por escrito, enviado por AR (aviso de recebimento), devidamente assinado e com reconhecimento de firma.
§ 2° - Compete à Assembléia Geral:

I. Eleger e destituir membros da Diretoria, aprovar substituições e preenchimento de cargos em caso de vaga definitiva na sua constituição;
II. Aprovar o plano de atividades, estatuto e alterações que neste venham a ocorrer durante o desenvolvimento do trabalho da Associação;
III. Aprovar as alterações no regimento interno que venham a ocorrer durante o desenvolvimento do trabalho da Associação;
IV. Aprovar as contas da Associação, relativas ao período anterior;
V. Direcionar as atividades da Associação definindo objetivos e apresentando diretrizes que nortearão a política de atuação da mesma;
VI. Constituir-se como instância máxima de deliberação da Associação, inclusive quanto à sua dissolução;
VII. Definir todas as questões que a ela forem submetidas, por votação;
VIII. Somente poderão votar nas Assembléias os sócios fundadores e efetivos.

CAPÍTULO X ¿ Dos Recursos Financeiros
Art. 32 - Os recursos poderão provir de:
I. Mensalidades de associados;
II. Benefícios governamentais;
III. Doações ou legados, desde que não impliquem em ônus ou responsabilidades para a associação;
IV. Subsídio em geral.

CAPÍTULO XI - Do Patrimônio
Art. 33 - O patrimônio da Associação será formado pelas contribuições dos associados, donativos, legados, rendas provenientes de suas atividades, subvenções de poderes públicos federal, estadual e municipal, por bens móveis e imóveis que acaso venha a possuir.

CAPÍTULO XII - Da Transformação e da Dissolução
Art. 34 - A Associação poderá ser transformada ou dissolvida na forma da lei.
Art. 35 - O patrimônio da Associação, em caso de dissolução da entidade, reverterá para instituições públicas (municipal, estadual ou federal), ou outra instituição que esteja devidamente registrada no Conselho Nacional de Serviços Sociais.

CAPÍTULO XIII ¿ Das Disposições Gerais e Transitórias
Art. 36 ¿ Será escolhida uma Diretoria de Instalação, constituída por 02 (dois) membros, para gerir a Associação na oportunidade de sua constituição, que será empossada na data da Assembléia Geral que instituirá a referida Associação, tendo um mandato de no máximo 01 (um) ano.
Parágrafo único - A Diretoria de Instalação será responsável por administrar a Associação pelo prazo acima referido, sendo certo que terá até 01 (um) ano para convocar eleição que irá compor os quadros administrativos da Associação.
Art. 37 ¿ Estabelece-se o seguinte em relação às votações:

I. As decisões da Diretoria serão tomadas por maioria simples de seus membros;
II. Os Delegados não têm direito a voto nas decisões da diretoria;
III. Todos os Conselheiros somados têm, nas decisões da Diretoria, direito a um voto;
IV. O Vice-Presidente terá direito a somente um voto mesmo se estiver substituindo um dos Diretores.
Art. 38 - A Diretoria será o órgão executivo da Associação, eleita a cada dois anos em Assembléia Geral entre os associados, podendo a mesma ser reeleita por mais um mandato.
Art. 39 - Todos os documentos que obrigarem financeiramente a Associação deverão conter as assinaturas do Diretor-Presidente e do Diretor-Financeiro.
Art. 40 - A Diretoria reunir-se-á periodicamente para discutir assuntos sobre a organização e manutenção da Associação e sobre as atividades desenvolvidas na Associação.
Parágrafo único - Face à abrangência nacional da Associação, os encontros entre o Presidente, Delegados e a Diretoria poderão ser realizados pela Internet e as atas posteriormente assinadas.
Art. 41 - Os diretores de cada área serão responsáveis por comissões constituídas exclusivamente por associados, formadas para trabalharem junto à Diretoria na organização das atividades desenvolvidas pela Associação.
Art. 42 - O presente estatuto poderá ser modificado a qualquer tempo nos termos da lei.
Art. 43 - Os cargos da Diretoria e Conselhos serão exercidos gratuitamente.
Art. 44 ¿ O presente Estatuto entra em vigor na data de sua aprovação pela Assembléia Geral.

postado por: Luis Florião 1:55 PM


Segunda-feira, Julho 05, 2004

Contribuição:Lauro Henrique
Artigo: Rubens Nunes de Andrade


Até onde pode chegar a nobreza humana?

Uma das raras coisas boas que a TV proporcionou ao grande público foi a aproximação com a música clássica.
Isso no final dos anos 80, começo de 90, quando popularizou especialmente os cantores que ficaram conhecidos como ;Os Três Tenores, que, como se verá,quase não existiram, ou seja: Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras.
Com sua arte abrilhantaram diversos eventos, até mesmo Copas do Mundo de futebol!
Os três são brilhantes (o italiano Pavarotti nem tanto, e, ao que sei, já se aposentou), mas vou tratar apenas dos espanhóis: o Madrileño Plácido Domingo tecnicamente o mais completo, já que além de maestro, toca vários instrumentos) e o Catalão, nascido em Barcelona, José Carreras (o preferido por meus ouvidos leigos).
Mesmo os que nunca visitaram a Espanha conhecem a rivalidade existente entre os Catalães e os Madrileños, sendo que os primeiros lutam até por uma independência, pretendendo uma nacionalidade própria que não a espanhola.
Mesmo no futebol os maiores rivais são Real Madrid e Barcelona, que exibe em seu belíssimo Estádio, o Camp Nou, o sugestivo dístico 'Todas as cidades tem um time. O Barcelona é o único Time que tem uma cidade!'
Carreras e Plácido não fugiram à regra, em 1984, por questões políticas que não vêm ao caso, tornaram-se inimigos.
Sempre muito requisitados em todas as partes do mundo, ambos faziam constar em seus contratos que só se apresentariam em determinado show se o desafeto não fosse convidado!
Em 1987, Carreras ganhou um inimigo muito mais implacável que Plácido Domingo, foi surpreendido com um diagnóstico terrível: leucemia!
Sua luta contra o câncer foi sofrida e persistente. Submeteu-se a vários tratamentos, como autotransplante de medula óssea, além de troca de sangue, que o obrigava a viajar uma vez por mês aos Estados Unidos.Claro que nessas condições não podia trabalhar e, apesar de dono de uma razoável fortuna, os altos custos das viagens e do tratamento rapidamente minguaram suas finanças.
Quando não tinha mais condições financeiras, tomou conhecimento de uma Fundação existente em Madrid com a finalidade única de apoiar o tratamento de leucêmicos!
Graças ao apoio da Fundación Hermosa venceu a doença e voltou a cantar!
Claro que recebendo novamente os altos cachês a que faz jus tratou de associar-se à Fundação e, lendo seus estatutos, descobriu que o fundador, maior colaborador e presidente da Fundação, era o desafeto Plácido Domingo!
Descobriu ainda que o mesmo criara a entidade em princípio para atendê-lo e se mantivera no anonimato para não constrangê-lo a ter que aceitar auxílio de um inimigo.O momento mais lindo e comovente entre os dois foi o encontro, imprevisto por parte de Plácido, em uma de suas apresentações em Madrid, onde Carreras interrompe o evento e, humildemente, ajoelhando-se aos seus pés, pede desculpas e agradece-o em público. Plácido levanta-o, e com um forte abraço,os dois selam, naquele instante, o início de uma grande amizade!
Certa vez, em Madrid, li uma entrevista de Plácido Domingo onde a repórter o indagava por que criara a Fundación Hermosa num momento que, além de beneficiar um 'inimigo' ainda reviveu o único artista que poderia fazer-lhe alguma concorrência. Sua resposta foi curta e definitiva: 'Por que uma voz como essa não se pode perder...'
Para evitar acusações de plágio, esclareço que essa história foi publicada em diversos jornais e revistas de todo o mundo, inclusive a excelente Maria Teresa Casadei, por minha sugestão (cita isso no texto), a publicou em outro jornal eletrônico campo-grandense, nos idos de 2000.
Entretanto acho que é uma história que não deve cair no esquecimento e, tanto quanto possível, servir de inspiração e exemplo do que é capaz a nobreza humana!

postado por: Luis Florião 11:12 AM



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